O clima em Brasília acabou elevando exponencialmente a "temperatura" política e agravando a crise enfrentada pelo governo do presidente da República, #Michel Temer. O atual mandatário está a par de todos os movimentos realizados pelo presidente da Câmara dos Deputados, #Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro.

O presidente sabe que pode precisar substancialmente do apoio do parlamentar carioca com relação ao trâmite na Câmara dos Deputados da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que o acusa pelo crime de corrupção passiva durante o exercício do mandato.

O acordo de colaboração premiada do empresário Joesley Batista culminou em uma crise política sem precedentes e colocou em lados totalmente opostos,Temer e Janot.

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Ação nos bastidores da política

O presidente Michel Temer, ao tomar conhecimento de que o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, estaria se reunindo, inclusive, em tratativas para que deputados do PSB saíssem do partido e migrassem para o DEM, reagiu " à altura. O próprio mandatário do país resolveu se empenhar pessoalmente por meio de encontros realizados com parte da bancada do PSB, considera um parte expressiva da sigla que preferiu seguir apoiando as votações do governo federal, em detrimento da presidência da sigla, que migrou para oposição ao Planalto.

Temer teria ido até a residência da líder do PSB na Câmara dos Deputados, Tereza Cristina (PSB-MS), durante à manhã desta terça-feira (18), com o propósito de sondar os movimentos feitos por Rodrigo Maia e, inclusive, para convidar integrantes da base "rebelde" do PSB para que pudessem trocar de partido e ingressar no PMDB.

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Essa ação presidencial ocorre como contraponto a Rodrigo Maia, que estava em conversas adiantas com essa parte da bancada do PSB, com o objetivo de que fosse migrada para o DEM.

Líder do PSB, Tereza Cristina assegurou que durante o encontro com o presidente da República o mesmo havia "reforçado conversas que já se encontravam em andamento, como por exemplo, o ingresso de parlamentares do PSB para o PMDB, além de ter agradecido as votações da ala rebelde da sigla, em relação à votação da reforma trabalhista, já aprovada, além da atuação dos deputados do partido em defesa do presidente, em se tratando da denúncia apresentada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados".

Vale ressaltar que a cúpula do PSB diverge da ala considerada "rebelde" do partido, ao se verificar que cerca de 36 parlamentares da legenda se mantêm governistas e passíveis de receberem algum tipo de punição do comando do partido. #Crise-de-governo