Mais um escândalo [VIDEO] no meio da política brasileira agitou os meios de comunicação nesta terça-feira (04), mas desta vez, ao invés de corrupção, se trata de uma acusação de #crime sexual. De acordo com a denúncia feita pela empregada no fim do mês de junho, o deputado federal Francisco Everaldo, mais conhecido como #Tiririca, a teria #assediado em pelo menos três ocasiões.

Ela foi babá da filha do parlamentar por menos de um ano. A primeira vez em que a empregada teria sido assediada aconteceu no apartamento do parlamentar em São Paulo. Tiririca teria gravado um programa na televisão e chegou no apartamento no final da noite.

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Já em casa, ele teria agarrado a empregada. Com medo, ela começou a gritar e pedir ajuda, segundo ela, eles não estavam sozinhos.

Na denúncia ela cita que assessores de Tiririca presenciaram tudo e apenas davam risadas. A única pessoa que a teria defendido, teria sido a esposa do deputado Naná Magalhães. A filha do casal, de oito anos, teria visto toda a cena.

De acordo com a denúncia, a família do deputado foi para o sítio do parlamentar que fica em Fortaleza. Lá, ele teria assediado novamente a doméstica e usado palavras de baixo calão. Quando os assessores chegaram, ele teria parado.

Também em depoimento, a empregada disse que chegou a gravar alguns ataques do deputado e contou que disse a ele que se ele continuasse com esses assédios ela o denunciaria. Foi aí que, em um passeio de lancha, Tiririca pegou o celular dela e pulou no mar.

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Segundo a babá, a intenção dele era apagar as provas. Ela ainda disse que ele chegou a ameaçá-la, dizendo que se ela não tivesse relações sexuais com ele, ela seria mandada embora.

A babá também reclama na justiça de dívidas trabalhistas, porém, Tiririca e a esposa contestam a dívida e fizeram uma queixa contra a babá. Eles dizem que quando a demitiram, a mulher exigiu cerca de cem mil reais, caso contrário, ela faria de tudo para prejudicar o deputado. Tiririca diz que é vítima de extorsão, por ser deputado e ter foro privilegiado. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal. Ao receber o processo, o ministro Celso de Melo classificou o caso como crime contra a liberdade sexual e não há prazo para análise.

A empregada doméstica Maria Lúcia, 41 anos, começou a trabalhar para o deputado no dia 1º de março de 2016 e foi demitida em 29 de junho, conforme descrito nos autos. Ela procurou a 10ª Delegacia de Polícia em Brasília e prestou depoimento. A empregada relatou que se sentiu muito constrangida e que foi tratada "como um cachorro".

A assessoria do deputado avisou que em breve ele irá se pronunciar sobre o assunto.