O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro, "retrucou", de modo contundente, as palavras do presidente interino do #PSDB, Tasso Jereissati. O presidente interino do PSDB havia criticado duramente a permanência do presidente #Michel Temer, a frente da Presidência da República. Tasso chegou a advertir que caso o ex-deputado Eduardo Cunha concretize a realização de um acordo de colaboração premiada junto à Procuradoria-Geral da República, a situação de Temer poderia se tornar "insustentável", o que levaria o país para a "ingovernabilidade" do país.

Tasso ressaltou ainda que Rodrigo Maia seria pertinente para esse momento crucial para a "travessia" que o Brasil precisa ultrapassar.

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A avaliação de Tasso é que se Cunha realmente fizer a delação, "não teria o que discutir mais", em alusão a uma debandada do PSDB da base de sustentação ao governo do presidente Michel Temer. Se a denúncia contra Temer der prosseguimento, conforme ocorra uma decisão do Plenário da Câmara que confirme esse posicionamento, o presidente da República deverá ficar afastado do cargo por até 180 dias, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue o processo.

Recusa de Rodrigo Maia

Nesta quinta-feira (6), o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, respondeu de forma "ríspida" aos elogios do presidente interino do PSDB Tasso Jereissati. Maia argumentou desde Buenos Aires, na Argentina, onde está em viagem oficial, que "já está ajudando muito o país", na condição de presidente da Câmara dos Deputados.

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Rodrigo Maia foi ainda mais longe e enfático ao comentar que "o senador Tasso Jereissati seria um homem de grande experiência e qualquer pessoa ficaria muito feliz de ele poder avaliar que se tenha condições de poder ajudar o país e de acordo com a posição em que se encontra (Rodrigo Maia), já estaria ajudando muito". A resposta de Rodrigo Maia foi dada à imprensa na Argentina, onde ele participa do Fórum de Relações Internacionais e Diplomacia Parlamentar, que vem ocorrendo desde ontem e também nesta sexta-feira (7).

Ao ser indagado se estaria preparado e em condições de assumir o mais alto posto da Nação ,como presidente da República, Rodrigo Maia saiu pela tangente ao afirmar que "essa seria uma análise que ele não concorda que seria prudente para o atual momento do Brasil". Entretanto, Maia deixou bem claro que "seria um enorme orgulho se sentar na cadeira da Presidência do Brasil em qualquer momento".

O presidente da Câmara dos Deputados teve sua viagem marcada no mesmo período em que o presidente da República está em viagem oficial à Alemanha, para participação do grupo dos vinte países mais industrializados do mundo, o G20. Alguns rumores davam conta que ambas as viagens teriam sido agendadas no mesmo período, por influência do Palácio do Planalto, para que Rodrigo Maia pudesse "evitar" assumir interinamente a Presidência do Brasil, o que foi negado, de modo veemente, pelo parlamentar. #Congresso Nacional