O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não concordou com a atitude da #Polícia Federal (PF) de tomar a frente e selar um acordo de colaboração com a Justiça requerido pelos publicitários Duda Mendonça e Marcos Valério. No início, os publicitários tentaram acordos com o Ministério Público Federal (MPF), mas foram recusados pelo procurador alegando que são fracas as informações trazidas por eles. Diante disso, os advogados dos publicitários procuraram a PF e conseguiram negociar um acordo de delação.

A Procuradoria-Geral da República entende que a PF não pode realizar esses tipos de acordos e entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO] questionando tal fato.

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Os empresários aguardam uma definição do Supremo sobre a ação direta de inconstitucionalidade movida pelo MPF para saberem se há validade esse acordo feito com a PF, já que em seus depoimentos existem fortes acusações contra autoridades com foro privilegiado.

Duda Mendonça tentava desde 2016 negociar com o MPF, mas sua delação nunca avançava. Ele chegou a entregar alguns documentos mas mesmo assim os procuradores afirmavam ser conteúdo fraco.

O acordo feito com a PF está nas mãos do ministro Edson Fachin e ele aguarda apenas o julgamento da ação movida por Rodrigo Janot. Segundo uma fonte que participou das tratativas da PF com os delatores, não foi combinado nenhum benefício caso o acordo seguisse adiante. Isso poderia ficar a cargo do MPF.

Informações preciosas

De acordo com uma das fontes que conhece a delação de Duda Mendonça, o publicitário teria comentado sobre pagamentos feitos com recursos irregulares beneficiando as campanhas do PMDB.

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Já Marcos Valério, possui informações sigilosas que estão guardadas no #STF e nas mãos de um outro ministro da Corte.

Valério teria anexos que envolveriam escândalo de pagamentos de deputados em Minas Gerais no governo do tucano Eduardo Azeredo. Entre outros assuntos, também existem coisas recentes que podem abalar ainda mais o cenário político.

Ação misteriosa

No final de julho, uma ação misteriosa foi protocolada pela PGR e pode afetar aqueles que tem foro privilegiado. É uma ação sigilosa que foi distribuída ao ministro Edson Fachin. Não se sabe ainda se tem alguma coisa a ver com a delação dos publicitários.

Como o STF estava em recesso, os documentos foram encaminhados para a presidente da Corte, Cármen Lúcia [VIDEO]. Ela decidirá sobre o pedido da PGR. Tudo ainda é mistério.