A votação da denúncia em Plenário da Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (2), acabou ocasionando um certo alívio e sobrevida ao presidente da República [VIDEO], Michel Temer. Por 263 votos favoráveis ao arquivamento da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e 227 contrários, Temer obteve uma vitória expressiva em se tratando de não permitir que fosse encaminhada a autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o mandatário do país fosse julgado pela mais alta Corte do Brasil.

Entretanto, um dos principais defensores do presidente, o advogado criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, se manifestou em relação ao procurador-geral Rodrigo Janot, conforme solicitação enviada ao Supremo Tribunal Federal (#STF).

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Vale ressaltar que o Rodrigo Janot é considerado um grande desafeto do presidente Michel Temer e que foi um dos principais responsáveis pelo fechamento do acordo de colaboração premiada que atingiu diretamente Temer, selado pela Procuradoria-Geral da República e o empresário Joesley Batista, dono de uma das maiores empresas na venda de carnes processadas em todo o mundo.

Manifestação do advogado de Michel Temer

Em uma solicitação dirigida ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, o principal defensor do presidente Temer, advogado criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, pediu que o magistrado considere a rejeição da inclusão do presidente da República no inquérito que apura uma suposta quadrilha relacionada ao envolvimento de integrantes do PMDB na Câmara dos Deputados, cujos desdobramentos estão sendo investigados no âmbito da Operação #Lava Jato.

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Os argumentos apresentados ao Supremo pelo advogado de Temer explicitam que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estaria "se utilizando de artifícios que desprezaria a governabilidade do país". Mariz foi ainda mais contundente ao relatar que "não se tornaria algo considerado possível, deslocar a investigação sobre Michel Temer, de um inquérito para outro, já que para que isso se tornasse possível, seria necessário uma nova autorização da Suprema Corte e não somente uma inclusão de nomes ou uma simples readequação".

As investigações nesse inquérito denominado de "quadrilhão" se referem ao envolvimento de nomes da cúpula do PMDB na Câmara dos Deputados, totalizando 15 investigados, podendo-se mencionar o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o líder do #Governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, além de nomes como Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que encontra-se preso em Curitiba, no âmbito da Lava Jato.