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O procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação #Lava Jato, Deltan Dallagnol, explicou para a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o material aprendido em decorrência das investigações. Os advogados de Lula querem ter acesso ao sistema da #Odebrecht, chamado "MyWebDay".

O "MyWebDay" é um sistema feito exclusivamente pela empreiteira para gerenciar os esquemas de pagamentos de propina, envolvendo grandes empresários e políticos brasileiros. Deltan Dallagnol afirmou que nem mesmo o Ministério Público Federal (MPF) acessou os dados do sistema e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos também tentou acesso, mas o conteúdo é considerado inviolável.

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O material composto no sistema é um "arquivo bomba" que compromete muitas pessoas e foi utilizado nas investigações. No ano passado, quando uma das funcionárias da empreiteira foi presa, a Polícia Federal descobriu o material explosivo. Desta forma, a Odebrecht foi "levada" para as delações premiadas, consideradas as "delações do fim do mundo". Investigadores afirmam que o software compromete a integridade de políticos, empresários, e chegaria até mesmo em membros do Judiciário, tribunais de contas e diplomacia.

A única pessoa que afirmou ter acesso ao sistema foi o diretor da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, ele disse para a Justiça que tinha a chave de acesso do sistema, mas logo depois contou que se "desfez" e não conseguiria mais entrar no dispositivo.

Os advogados de Lula focam que o MPF tem sim o acesso e que eles querem o conteúdo para enfatizar na Justiça que Lula nunca recebeu dinheiro ilícito da Odebrecht.

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O arquivo explosivo coloca, mais uma vez, discórdia entre a defesa de Lula e o coordenador da Lava Jato.

O conteúdo das planilhas da Odebrecht, "MyWebDay", aparece em delações premiadas, porém os arquivos foram encontrados pela PF decorrente da descoberta de mensagens trocadas entre integrantes da empresa.

Buscar apoio da população

Nas redes sociais, um post de um dos procuradores da República, Helio Telho, causou polêmica. O procurador afirmou que o orçamento para a força-tarefa da operação para o próximo ano foi de R$ 1,6 milhão, enquanto o investimento no Carnaval será de R$ 13 milhões.

Dallagnol também é um dos procuradores que utilizam as redes sociais para enfatizar a "revolta" com o governo e buscar apoio da população para as investigações. No entanto, os procuradores são aconselhados a não fazerem publicações de "ataque de cunho pessoal", mas ideias e críticas não são vedadas. A Operação Lava Jato [VIDEO] "luta" para se manter "viva". #PT