Em um vídeo [VIDEO] postado no “YouTube”, os #alunos do Colégio Militar em Manaus aparecem convidando Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para participar da festa de formatura da turma do terceiro ano.

O vídeo inicia com a fala de Bolsonaro agradecendo o convite e as palavras ditas pelos estudantes. Em seguida, o vídeo mostra nove filas de estudantes, trajados com uniforme militar da escola, acompanhados de dois policiais militares que guiam a turma durante a apresentação. Os policias iniciaram o discurso falando que a turma estava convidando Bolsonaro, que é a “salvação da nação”, e os alunos repetem a fala dos policias, em coro. O vídeo prossegue desta mesma forma.

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Os alunos aparecem sempre repetindo o que os policiais estavam falando.

Após a apresentação do coro, uma estudante aparece no vídeo afirmando que seria prazeroso e gratificante que Bolsonaro prestigiasse a formatura da turma. E outra afirma que eles haviam escolhido a sua presença pelo “exemplo dele em relação ao seu compromisso com a educação”.

O vídeo foi gravado no Colégio Waldocke Fricke de Lyra, que tem como administração a PM, em parceria com a secretaria de Educação do Amazonas.

O vídeo, que foi propagado por Jair Bolsonaro nas redes sociais, causou polêmica. Ele afirmou que o convite feito por estes alunos é “irrecusável”, que eles são “exemplos de ensino" e que o sistema utilizado na escola "deveria ser um modelo adotado em todas as escolas públicas do país”.

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Vídeo gera polêmica

A polêmica [VIDEO] do vídeo consiste em que tal ação foi denominada pelo presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Glen Wilde Freitas, de “doutrinação nazifascista”. Ele afirmou, ainda, que tal modelo é parecido com o que era adotado com os estudantes das escolas alemãs, em 1930.

Freitas, o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também comentou a respeito da iniciativa do vídeo. Ele afirmou que, antes da iniciativa desses alunos, ele já havia recebido diversas reclamações de alunos que foram expulsos, afirmando que a doutrina do colégio militar era extremamente rígida. Ele pediu que o comando da PM e a Secretaria da Educação do município explicassem a origem do vídeo e o pedido de formatura feito pelos alunos. A solicitação foi feita por Freitas nesta segunda-feira (7).

O vídeo foi bombardeado por diversos comentários, dentre eles, um aluno que faz parte do vídeo afirmou que não gostou da iniciativa, e que ele não abriu a boca para fazer tais declarações. Ele afirmou ainda que muitos estudantes ali presentes também não abriram a boca. Ao final do comentário, ele disse que “não possui direito de opinar sobre a sua posição política”. #Bolsonaro2018 #vídeo polêmico