O presidente da #Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), confessou aos seus colegas e a aliados que poderia ter "derrubado" o presidente da República, #Michel Temer. Maia diz que a pressão foi muito forte nesses últimos meses diante da possibilidade de ele se tornar o novo presidente da República, caso Temer seja afastado. Rodrigo Maia deixou claro que preferiu recuar do que "derrubar" Temer afirmando que não fez isso porque tem "caráter".

Os comentários do deputado soaram junto com lágrimas nos olhos perante os colegas, mas ele contou que não se arrependeu em nada do que fez. Ao analisarem a situação de Temer, Maia e aliados da bancada concluíram que o presidente "sai maior do que entrou na crise" e em 2018 estará mais forte.

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O desabafo foi feito nesta terça-feira (1°), vésperas da votação na Câmara da autorização para o presidente fosse processado pelo STF (Supremo Tribunal Federal)

Resultado da votação de Temer

A Câmara dos Deputados rejeitou a denúncia apresentada contra Michel Temer e decidiu que o presidente continua no comando do país. Do total de 492 deputados que votaram, 263 foram a favor do relatório e os outros 227 contra, somando mais duas abstenções. Os deputados não estiveram presentes foram 19.

A denúncia [VIDEO] contra Michel Temer enfatizava crimes de corrupção passiva e foi feita pela Procuradoria Geral da República (PGR). Caso os deputados optassem por aceitar a denúncia, Michel Temer seria processado no Supremo Tribunal Federal e poderia ficar até 180 dias afastado do comando da presidência.

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Agora, a situação dele muda. Ele só responderá a respeito da acusação após se afastar da presidência, a partir do dia 31 de dezembro de 2018.

A PGR, a mando do procurador-geral Rodrigo Janot, também irá apresentar mais uma denúncia contra o presidente, que são pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Temer acabou se complicando após delações premiadas de executivos da empresa JBS. Ele foi citado por Joesley e Wesley Batista e teve seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures preso pela Polícia Federal após ser flagrado com uma mala recheada com R$ 500 mil em propina. Todas as acusações são negadas pela defesa do presidente.

Nesta quarta-feira (2), a Câmara iniciou os trabalhos a partir das 9 horas da manhã. Após o pronunciamento da defesa do presidente, relator do processo e discussão, os parlamentares começaram a votação às 18 horas e 19 minutos. Quando foi 20 horas e 16 minutos, os votos que Temer precisava para se livrar dessa denúncia já tinham sido angariados. Durante a votação, houve discussão e confusão entre os parlamentarem contrários e a favor de Temer. #Governo