O criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay (como é conhecido no meio profissional), se envolveu em uma polêmica um tanto perigosa esse fim de semana. Em suas redes sociais, Kakay disse que o Juiz Federal Sérgio Moro deveria ser preso por obstrução à Justiça. Kakay é advogado de réus investigados na Operação #Lava Jato.

Ao tomar ciência do ocorrido, um dos procuradores da Operação Lava Jato, o procurador da República Carlos Fernando Lima, através do Facebook, mandou a Kakay um recado forte e um tanto contundente [VIDEO].

O procurador da República usou o próprio Facebook para dizer que os limites éticos do criminalista Carlos de Almeida Castro são ‘flexíveis’, e que o criminalista, que se autoproclama o 'melhor advogado do Brasil', dessa vez foi longe demais.

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Carlos Fernando Lima concluiu sua nota nas rede social dizendo que Antonio Carlos de Almeida Castro ‘tome vergonha na cara’!

Os fatos que antecedem as acusações de Carlos de Almeida e Castro, o ‘Kakay’

Tudo se iniciou no final de semana, quando um jornal de grande de circulação nacional divulgou uma notícia dizendo que o ex-advogado da construtora Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, acusou o também advogado e amigo de Sérgio Moro, Carlos Zucolotto Júnior, de participar de negociações paralelas com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

Segundo Kakay, em seguida, o Juiz Federal Sérgio Moro contactou Carlos Zucolloto Jr, que emitiu uma nota de esclarecimento à imprensa nacional negando os fatos publicados.

Por conta disso [VIDEO], Kakay concluiu que aconteceu uma ‘combinação’ dos fatos e sugeriu que isso fatalmente pode ser interpretado como obstrução da Justiça, resultando na prisão do Juiz Federal Sérgio Moro.

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Segundo Kakay, o fato de Carlos Zucolloto Jr. ser padrinho de casamento de Moro somado ao fato Juiz federal imediatamente ter contactado Zucolloto a fim de uma retratação pública, certamente pode ser interpretado [VIDEO] dessa forma.

As considerações finais do advogado Carlos de Almeida Castro, 'Kakay'

Kakay sugere que os fatos possam ser falsos, portanto deve-se continuar dando a eles a presunção da inocência, porém é taxativo ao dizer que os Procuradores da Força Tarefa agiriam de outra forma.

Questionou se ‘Deuslagnol’ (fazendo uma ironia ao Procurador Deltan Dallagnol) não utilizaria as redes sociais e a própria imprensa para publicar o que Kakay chama de ‘fortes indícios’, concluiu o criminalista. #forca tarefa #Sergio Moro