A defesa do presidente #Michel Temer pediu oficialmente a #Suspeição de #Rodrigo Janot, procurador-geral da República. “Vem extrapolando os seus limites constitucionais e legais do cargo que ocupa”, afirmou o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira sobre Janot.

O pedido foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, nesta terça-feira (8). Temer diz, no pedido de suspeição, que “já se tornou público e notório que a atuação do procurador-geral da República, em casos envolvendo o presidente da República, vem extrapolando em muito os seus limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa”.

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Suspeição

O pedido enviado ao ministro do STF, Edson Fachin, contém 23 páginas que discorrem sobre uma “obsessiva conduta persecutória” de Janot a Temer.

“Nos termos do artigo 104 do Código de Processo Penal, argui-se a suspeição do dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, para que, depois de ouvido, esteja impedido de atuar no presente procedimento, devendo ser substituído, extraordinariamente, pelo seu substituto legal, isento e insuspeito”, discorre o documento.

Ataque a Janot

A suspeição caracteriza-se como parte de uma ofensiva da defesa de Temer, após perceber sinais que Janot poderia oferecer outra denúncia contra o presidente.

Em recente entrevista à Folha de São Paulo, Janot afirmou que havia colaborações que poderiam acrescentar na investigação contra Temer. “Restam flechas” [VIDEO], afirmou Janot, quando questionado sobre a existência de recursos que poderiam incriminar Michel Temer.

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Tais ‘movimentações’ fizeram com que a defesa do Temer se posicionasse, o que justifica o pedido de suspeição de Janot. A intenção da ofensiva do presidente, especula-se, é intimidar e desgastar Janot.

Denúncia contra Temer

Rodrigo Janot acusou, em denúncia, o presidente Michel Temer de corrupção passiva após analisar os áudios de Joesley Batista (um dos proprietários da JBS - indústria de alimentos). Janot atribuiu a Temer a posição de chefe de uma organização criminosa. Porém a acusação foi recusada na Câmara dos Deputados por meio de votação [VIDEO] na primeira quarta-feira de mês (2).

Caso o pedido de suspeição seja aceito pelo STF, o procurador-geral da República ficará impedido de trabalhar nos casos que envolvem o presidente da República.

Rodrigo Janot estará no cargo de procurador-geral da República até o dia 17 de setembro.