Nesta semana, a #Câmara dos deputados prevê o votar relatório da reforma política. Os principais pontos que envolvem essa votação são a mudança do atual sistema eleitoral e a criação de um fundo para financiamento de campanha. O texto da reforma política foi elaborado pelo deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) e por ser um tema polêmico [VIDEO], acabou sendo adiado pois estava prevista a votação para terça-feira (8).

Embora seja um tema polêmico e passivo de grandes debates, os parlamentares têm pressa para que seja aprovada, pois, caso a reforma política seja aprovada até o final do mês de setembro, passará a vigorar já nas eleições de 2018.

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Tendo a anuência de diversos políticos de partidos diferentes, Vicente Cândido pretende que passe a existir o FFD (Fundo Especial de Financiamento da Democracia). O fundo provisionaria os recursos financeiros das campanhas com verbas públicas naturalmente advindas de impostos pagos pela população.

Valores angariados a partir da aprovação desse fundo

O FFD deve angariar a quantia de R$ 3,5 bilhões dos cofres do Estado, podendo esse valor aumentar para R$ 6 bilhões de reais. Essa quantia seria somada ao já existente Fundo Partidário, que é de R$ 820 milhões anuais.

Recentemente, a Operação Lava Jato tem feito uma devassa na política [VIDEO] nacional, demonstrando a corrupção até então desconhecida do grande público, corrupção essa justamente foi possível na maioria dos casos realizada através de doação eleitoral de empresas.

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A partir de 2015, foi proibida a contribuição para campanhas eleitorais advindas de pessoa jurídica, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).Campanhas eleitorais são financeiramente custosas e, portanto, os parlamentares têm urgência em aprovação desse projeto.

Mudança no sistema eleitoral

O texto do deputado Vicente Cândido preconiza que seja criado o sistema distrital misto, onde o eleitor vota duas vezes, uma no partido e outra no candidato, sendo esse o voto majoritário.

O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou que a votação da reforma política tem prioridade na casa.

Divergências de opinião entre os parlamentares

Alguns deputados, na maioria do PMDB, pretendem que se estabeleça outro modelo de sistema onde os candidatos mais votados são eleitos, sistema esse que vem sendo chamado de ‘’distritão’’. O modelo eleitoral contemporâneo é o proporcional, nem sempre o candidato eleito foi o mais votado. É feito o quociente eleitoral obtido através do número de cadeiras do Parlamento que cada coligação ou partido tem direito. #Rodrigo Maia #Congresso Nacional