O ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF) Edson Fachin negou, nesta quinta-feira (10), o pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo #janot, para inclusão dos nomes do presidente Michel Temer [VIDEO], de Eliseu Padilha (ministro da Casa Civil) e de Wellington Moreira Franco (secretário-geral da Presidência) em inquérito que apura a existência de organização criminosa na Câmara dos Deputados supostamente formada por membros do PMDB. O inquérito resulta do desmembramento ordenado por Teori Zavascki, antigo ministro relator que morreu em Janeiro deste ano vítima de um acidente aéreo em Paraty (RJ).

Para o ministro, a decisão propicia a colheita de informações em face de outros possíveis autores dos ilícitos investigados, ‘’afigurando-se desnecessária a inclusão formal dos nomes como requerida pela própria autoridade policial, considerando a apuração já autorizada no Inquérito 4483’’.

Publicidade
Publicidade

O inquérito 4483 se trata das investigações baseadas nas colaborações dos executivos do grupo J&F (dono da JBS). Quanto ao pedido de suspeição contra Janot, apresentado pela defesa de #Temer, Fachin determinou a autuação do pedido e deu prazo de cinco dias para que o procurador se manifeste.

Pedido de suspeição

Na terça-feira (8), a defesa do presidente Michel Temer protocolou uma petição argumentando suspeição do procurador-geral quanto a sua atuação no caso. "Já se tornou público e notório que a atuação do E. Procurador-Geral da República, em casos envolvendo o Presidente da República, vem extrapolando em muito os seus limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa. Não estamos, evidentemente, diante de mera atuação institucional", dizia a petição, obtida e divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Publicidade

Em outro trecho, a nota diz: ‘’Parece pouco interessar ao Procurador se o alvo a ser atingido, além da pessoa física de Michel Temer, é a instituição Presidência da República; as instituições republicanas; a sociedade brasileira ou a Nação. O fundamental é dar continuidade a sua sanha de arqueiro contumaz’’.

Fim do mandato de Janot se aproxima

Para apresentar uma nova denúncia contra o presidente, o procurador terá que fazê-la antes de 17 de setembro, dia em que terminará seu mandato e será sucedido por Raquel Dodge [VIDEO], indicada pelo presidente da República. Antes mesmo de começar o mandato, a indicação de Raquel Dodge ao cargo já gerou polêmica.

Além dos boatos de sua afinidade com o PMDB, na noite de terça-feira (8), a procuradora encontrou o presidente fora da agenda oficial. Nesse mesmo dia a defesa de Temer pediu a suspeição de Janot. Tanto Raquel quanto a assessoria do presidente informaram que a conversa se tratou de detalhes sobre a posse da nova procuradora-geral.