No mundo da política, nada é de graça. E isso inclui a votação da abertura de investigação contra o presidente Michel Temer. O político, acusado pela Procuradoria Geral da República de corrupção e de atrapalhar a Lava Jato, conseguiu barrar uma possível investigação de seus supostos crimes. Para isso, usou dinheiro público, a fim de “comprar” votos dos deputados. Essa é a opinião do deputado federal Chico Alencar, do PSOL.

De acordo com o PSOL, essas compras se deram por meio da liberação de emendas parlamentares. Deputados chegaram a receber, a cada voto a favor de #Temer, mais de R$ 10 milhões, pagos pelo contribuinte brasileiro.

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Por ironia do destino, o mesmo contribuinte que, em quase unanimidade, considera a administração Temer como ruim ou péssima.

Entenda o caso

O Governo Federal passa por uma grave crise fiscal e está fazendo de tudo para diminuir o rombo nas contas públicas. Além do contingenciamento de recursos – que afetou até mesmo a emissão de passaportes – o governo Temer também está repassando a conta para os cidadãos, como se viu no caso do aumento dos combustíveis.

Entretanto todos esses esforços foram deixados de lado após a Procuradoria Geral da República pedir a abertura de um inquérito contra Michel Temer. Temendo ser investigado, Temer decidiu deixar de lado o equilíbrio das contas públicas e abriu os cofres aos deputados.

Enquanto que, entre janeiro e maio desse ano, o Governo federal liberou pouco mais de R$ 100 milhões em emendas parlamentares, após a denúncia da PGR o valor saltou para mais de R$ 2 bilhões.

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Compra e venda de votos

Alguns partidos políticos acreditam que não se trata de um mero “convencimento”, mas sim de uma compra e venda de votos, o que é crime. O PSOL diz que a liberação das emendas parlamentares, na forma com que foi feita, é um crime de obstrução de justiça, corrupção passiva e improbidade administrativa.

Os deputados mais “caros” foram Domingos Neto (PSD-CE), Vitor Valim (PMDB-CE), Aluisio Mendes (Pode-MA), Pedro Paulo (PMDB-RJ), Iracema Portella (PP-PI) e Arnon Bezerra (PTB-CE). Todos foram beneficiados com a liberação de mais de dez milhões de reais em emendas.

Em seguida aparecem Luizianne Lins (PT-CE), Francisco Floriano (DEM-RJ) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), com mais de R$ 9 milhões liberados.

Temer se defende

O Governo federal nega que a liberação dos recursos tenha alguma relação com a investigação de Michel Temer. Há ainda o registro de deputados que foram beneficiados com emendas parlamentares, mas que ainda assim votaram contra o governo, como Sérgio Reis. #Impeachment