A morte de Eduardo Campos (PSB-PE), ex-candidato à Presidência da República [VIDEO], durante a campanha eleitoral de 2014, até hoje, ainda não foi totalmente explicada e levanta dúvidas e polêmicas. Campos faleceu em plena corrida eleitoral num trágico acidente aéreo ocorrido em agosto daquele ano na cidade de Santos, no litoral do estado de São Paulo.

Entretanto, o inquérito aberto ainda sem muitas respostas e estando prestes a chegar à prescrição, tende a ter continuidade, de acordo com decisão da juíza federal Alessandra Nuyens Aguiar Aranha.

Interrupção de prazo de prescrição

A juíza federal Alessandra Nuyens, titular da 4ª Vara Federal da cidade de Santos, determinou a interrupção do prazo de prescrição para ações judiciais que foram implementadas relacionadas ao #Acidente aéreo que vitimou o ex-presidenciável Eduardo Campos.

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Pelo prazo legal, o processo estaria prescrito já no próximo dia 13.

Porém, uma solicitação feita pela mãe de Eduardo Campos, Ana Lúcia Arraes de Alencar, e ainda pelo seu irmão Antônio Campos pode ter influenciado a decisão proferida pela magistrada. Segundo a decisão da juíza federal Alessandra Nuyens, a mãe e o irmão de Campos possuiriam como "sustentação ter o direito de conhecer a verdade, de modo que, através de provas e evidências, poderão estar esclarecidas as reais causas do sobredito acidente de avião, inclusive, para que possam ser promovidas ações cíveis cabíveis quanto ao caso".

A magistrada foi ainda mais contundente ao delimitar que, a partir da determinação dada, "as ações implementadas contra a União e a fabricante da aeronave, a Cessna Aircraft Corporation, deverão ter um prazo considerado maior para que possam ser julgadas".

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A juíza federal responsável pela condução das investigações do processo fez o encaminhamento ao Ministério Público Federal de uma solicitação para que sejam produzidas provas antecipadas em relação ao caso mencionado. O trágico acidente aéreo, além de acarretar a morte de Eduardo Campos, também resultou na morte de outras seis pessoas.

A família do político havia contestado, de modo veemente, o relatório que fora apresentado pelo Centro de Investigação e de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que havia apontado a ocorrência de suposta falha humana, além de motivos de caráter natural, como as péssimas condições meteorológicas vigentes naquele fatídico dia, como as causas mais prováveis para a queda da aeronave.

Os familiares também haviam argumentado que o Relatório de Investigação do Controle do Espaço Aéreo (Ricea), "demonstrou alguns problemas ou mesmo equívocos, de acordo com a conclusão apresentada pela perícia, além de ter sido negado aos familiares, o acesso ao relatório". #eleições2014 #Governo