Um processo relativo à suposta ocorrência de corrupção que envolve o inquérito Furnas, cujos desdobramentos das investigações apuram o elo de participação do senador mineiro #Aécio Neves (PSDB-MG), contou com um depoimento prestado juntamente à Polícia Federal [VIDEO], pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. Vale ressaltar que o senador mineiro teria contado com o aliado considerado "inesperado", já que ambos são rivais no cenário político nacional.

O depoimento do ex-presidente Lula ocorreu na data de 28 de junho, cujas informações tiveram um "peso" de extrema relevância, o que acabou resultando na absolvição do tucano nesse processo de investigação de crimes de corrupção em Furnas.

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O delegado federal Alex Levi acabou proferindo em sua decisão, a inocência do tucano Aécio Neves.

O inquérito que investiga provável caso de corrupção em relação ao caso Furnas, teve como desdobramentos os depoimentos prestados por três delatores: o lobista Fernando Moura, o doleiro Alberto Youssef e o ex-senador petista Delcídio Amaral (PT-MS). Segundo os depoimentos prestados pelos delatores supra-citados, estaria havendo um "elo" de supostas propinas que teriam sido dirigidas ao senador Aécio Neves em Furnas, tendo a participação, um antigo amigo do tucano, Dimas Fabiano Toledo.

Depoimento de Lula favorece Aécio Neves

De acordo com as informações dadas pelo ex-presidente Lula, "Aécio Neves não teria solicitado qualquer tipo de cargo a algum de seu ministros em seus governos, durante as gestões petistas e se tivesse pedido, nunca teriam dado qualquer ciência ao declarante a respeito desse pleito".

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O ex-presidente Lula foi ainda mais longe ao afirmar que "durante a transição de seu governo, não saberia dizer quem era Dimas Fabiano Toledo, já que também não teria como responder sobre quem teria solicitado a continuidade de Dimas Fabiano Toledo, a frente de uma Diretoria de Furnas, sem saber, no entanto, se alguém teria solicitado para que o mesmo continuasse a ocupar este cargo, além disso, não teria como saber os reais motivos que proporcionaram a permanência de Dimas Fabiano Toledo, no comando da Diretoria de Engenharia de Furnas", segundo as declarações de Lula, prestadas em depoimento à Justiça Federal.

Lula também disse que durante seu primeiro mandato presidencial, sua relação com Aécio Neves, era somente "institucional, de respeito ao chefe de um ente federativo, já que Aécio era governador doestado de Minas Gerais, assim também como era a relação mantida com governadores eleitos por outras siglas partidárias, independentemente, se seriam da base de sustentação ao governo ou da oposição".

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A defesa do tucano Aécio Neves sustenta que "após a realização de inúmeras e detalhadas, inclusive, com depoimentos de políticos da situação e oposição, empresários e delatores, durante o período de cerca de um ano e três meses, a Polícia Federal concluiu a inexistência de elementos que pudessem apontar para o envolvimento do senador Aécio Neves, em atos ilícitos relativos à Furnas".