Um dos mais polêmicos e imprevisíveis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, se manifestou incisivamente a respeito da votação que culminou na rejeição da denúncia contra o presidente da República, #Michel Temer, em plenário da Câmara dos Deputados na quarta-feira à noite (02). O presidente da República saiu vitorioso no Congresso Nacional, com a margem de 263 votos favoráveis ao arquivamento da denúncia e 227 votos pela investigação do mandatário na mais alta Corte do país.

A denúncia havia sido apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que é grande "desafeto" de Temer, baseada no conteúdo do acordo de delação premiada do empresário Joesley Batista, considerado dono de uma das maiores empresas na venda de carnes processadas em todo o mundo.

Publicidade
Publicidade

Ministro do Supremo se manifesta

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou, nesta quinta-feira (3), de modo categórico e enfaticamente, em relação à rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer, em Plenário da Câmara dos Deputados. De acordo com o magistrado, a decisão dos parlamentares sobre a autorização ou não ao Supremo, para que pudesse julgar Temer por prática de crime de corrupção passiva e que culminou na rejeição "foi estritamente política". O ministro Marco Aurélio Mello foi ainda mais longe ao afirmar que o resultado da votação estaria proporcionando um período de mais estabilidade ao país.

Marco Aurélio foi contundente ao comentar ainda que "torna-se necessário no atual momento da conjuntura política, a preocupação com o Brasil, a correção de rumos, inclusive com o saneamento da situação político-econômica do Brasil, o que e refletiria no social, já que o país enfrenta desemprego em massa".

Publicidade

O magistrado afirmou que "a situação crítica do desemprego seria a preocupação maior", durante entrevista concedida a jornalistas, após conclusão de sessão no Supremo, nesta quinta-feira. Ele ressaltou que "a decisão da Câmara traz mais estabilidade ao país e que este seria o momento de se pensar no Brasil e de se pensar nos cidadãos em geral".

Ao se pronunciar sobre a realização de eleições no país, sejam diretas ou indiretas, o ministro Marco Aurélio Mello declarou, de modo enfático, que a alternância do poder no Brasil, "deveria ocorrer com o exaurimento do mandato presidencial, ou seja, de quatro em quatro anos", expondo sua opinião contrária à realização eleições diretas já, antes de 2018. Marco Aurélio afirmou que a troca de presidentes, conforme ocorreu com processos de impeachment contra os ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff, seria algo considerado prejudicial, segundo ele, devido à repercussão internacional. #STF #Governo