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Nesta segunda-feira (07), o juiz federal Sérgio Moro ordenou que a Polícia Federal (PF) [VIDEO] abra um inquérito para investigar quem seria a pessoa responsável em enviar um e-mail a Amanda Bendine, filha do ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine.

A ordem de Moro baseou-se num pedido feito pela defesa do executivo, os advogados Pierpaolo Cruz Bottini e Cláudia Vara San Juan Araujo. De acordo com eles, o e-mail foi enviado a Amanda no dia 2 de julho e o conteúdo trazia um pedido de um depósito de R$ 700 mil para o pagamento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (#STF).

O juiz intimou o Ministério Público Federal (MPF) juntamente com a autoridade policial para realizarem as investigações em caráter de urgência devendo ser imediata a apuração dos fatos.

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Bendine está preso desde o dia 27 de julho, após a deflagração da Operação Cobra. Ele é acusado de se beneficiar com propina da Odebrecht. O valor pode chegar a R$ 3 milhões. Em troca desse dinheiro irregular, ele abria caminhos para a construtora ser favorecida nos contratos com a Petrobras.

Conexão com o STF

No e-mail enviado para a filha de Bendine existem algumas declarações estranhas e que são sujeitas à análise. Na mensagem, o remetente aldemirbendine63@bol.com.br avisa para Amanda que é o seu pai e diz para ela que um agente o estaria ajudando nesse e-mail. O remetente diz ainda que há um contato no Rio de Janeiro que possui conexão com o STF e que iria conseguir o habeas corpus para ele. Porém, para que isso aconteça, ele pede que se faça um TED para o banco do Brasil agência 1257-2 e conta 3933_0, que está em nome de Alexandre Inácio.

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Segundo a mensagem, o valor do acordo com o STF seria de R$ 700 mil e assim eles conseguiriam o habeas corpus.

Os advogados Bendine e Araujo, que defendem o executivo, pediram para o juiz Sérgio Moro quebrar o sigilo do remetente e dos dados bancários indicados na mensagem para que possa saber quem foi o responsável em tentar se passar por Bendine, enganando Amanda.

Mistério

Os advogados de Bendine afirmaram que esse e-mail enviado mostra com clareza a tentativa de alguém se passar pelo seu cliente. Ele está detido na carceragem da Superintendência Regional da #Polícia Federal no Paraná e o que surpreende também, é o remetente do e-mail citar o pagamento de uma decisão no STF.

Bendine, quando era presidente do Banco do Brasil, também foi acusado de beneficiar a socialite famosa Val Marchiori [VIDEO]com um financiamento, mesmo sabendo que ela estava fora dos critérios estabelecidos pelo banco. #Sergio Moro