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Em um interrogatório realizado nesta segunda-feira (31), ao juiz Marcelo Bretas, titular da sétima Vara Criminal da Justiça Federal do estado do Rio de Janeiro, e responsável pela Operação Eficiência, cujos desdobramentos das investigações se referem á uma operação que está no âmbito da Operação Lava Jato, a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, deu detalhes relacionados a processos investigados à prática de #Corrupção e que envolvem diretamente seu ex-sócio e também ex-marido advogado Sérgio Coelho.

Os processos de investigação com base em crimes de corrupção na administração pública do estado do Rio de Janeiro, durante o período em que Sérgio Cabral era governador, fazem parte da força-tarefa da Operação Eficiência,que foi deflagrada em janeiro deste ano.

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Corrupção desenfreada no Rio de Janeiro

Segundo o depoimento prestado pela ex-primeira-dama do estado do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, seu ex-sócio Sérgio Coelho, teria conduzido esquema de recebimento de propinas, em relação ao envolvimento do empresário #Eike Batista. Entretanto, tanto Adriana Ancelmo, quanto Sérgio Cabral e Eike Batista, se tornaram réus no mesmo processo da Operação Eficiência.

De acordo com as afirmações dadas por Adriana na oitiva, ela somente teria conhecido o empresário Eike Batista por razões de cunho institucional, já que, segundo ela, jamais teria estado com nenhum executivo do grupo EBX e nem mesmo de pessoas ligadas a ele. A ex-primeira-dama foi ainda mais longe ao afirmar que os trabalhos teriam sido concretizados com seu ex-sócio Sérgio Coelho.

Porém, de acordo com os desdobramentos das investigações da #Lava Jato no Rio, o empresário Eike Batista teria pago cerca de R$ 1 milhão de reais, cujos valores seriam frutos de propinas para o ex-governador e esposo de Adriana, Sérgio Cabral, através de um escritório de advocacia da ex-primeira-dama do Rio.

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Os procuradores federais ressaltaram ainda que para que o repasse pudesse ser ocultado, teria sido firmado um contrato fraudulento entre o escritório de advocacia de Adriana Ancelmo e a empresa EBX, de Eike Batista.

Durante a realização do depoimento ao juiz federal Marcelo Bretas, Adriana chegou a dar detalhes referentes à três demandas relacionadas à empresa de Eike em seu escritório. Uma das demandas se tratava de uma auditoria jurídica em ativos da empresa REX, do grupo de Eike e atuante em desenvolvimento imobiliário. Uma outra demanda se referia a uma disputa entre Eike Batista e Rodolfo Landim, que é um ex-executivo de seu grupo. Já uma terceira demanda era referente à empresa Techint Engenharia. A ex-primeira-dama nega, de modo veemente, de que "teria atuado em qualquer momento, em relação às demandas". Adriana também defendeu seu esposo Cabral, ao afirmar que ele jamais teria solicitado a empresas para fazerem contratos com seu escritório de advocacia.