O procuradora-geral da República, #Rodrigo Janot, terá um prazo de apenas cinco dias para se explicar a respeito do pedido de suspeição feito pelos advogados de defesa do presidente da República, #Michel Temer. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos da Lava Jato, Edson Fachin, foi quem concedeu o prazo a Janot.

A defesa de Temer acusa Rodrigo Janot de estar atuando de forma pessoal nas ações que envolvem Temer. Nesta última terça-feira, 8 de agosto, o pedido feito pelos advogados enfatizava o afastamento de Janot nas ações que circulam contra Temer.

Antonio Mariz, advogado do presidente, alega que Rodrigo Janot apresentou comportamento "prematuro", assumindo uma postura parcial contra o presidente.

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No documento da defesa, Mariz comentou sobre uma frase dita por Janot durante uma palestra. A frase foi dita da seguinte forma: "enquanto houver bambu, lá vai flecha". A defesa de Temer acredita que isso seria uma "indireta" para o presidente da República, comprovando que Rodrigo Janot atua com parcialidade nas investigações, não podendo continuar no curso dos processos.

Antonio Mariz diz que para Janot "não interessa" quem está sendo atingido com as investigações [VIDEO], se é diretamente Michel Temer, a instituição da Presidência da República, ou então a sociedade brasileira. Tudo isso está nos documentos apresentados ao ministro Edson Fachin.

Até o término desde artigo, Rodrigo Janot não se pronunciou sobre a atitude da defesa de Michel Temer.

Ministro do Supremo suspende denúncia contra Temer

Edson Fachin, suspendeu a denúncia que tramita contra Michel Temer feita pela procuradoria geral da República.

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Fachin tomou a atitude nesta última quinta-feira, 10 de agosto, e a decisão partiu da postura tomada pela Câmara dos Deputados, que rejeitou o pedido [VIDEO] para a abertura de uma ação penal contra Temer.

A denúncia de Temer ficará barrada até o fim do próximo ano, Michel Temer só será investigado quando sair da presidência,. Caso ele ocupe um outro cargo com foro privilegiado poderá ser novamente investigado em primeira instância pela Justiça brasileira ou pela própria Suprema Corte.

Na denúncia, o ex-assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures, foi flagrado pela Polícia Federal carregando uma mala recheada com R$ 500 mil. Loures acabou sendo preso, e diferente de Temer, continuará respondendo a ação através da Justiça Federal de Brasília. #Governo