Ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-ministro da Casa Civil do governo Dilma, Antonio Palocci afirmou em seu acordo de delação premiada que o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Cesar Asfor Rocha, teria recebido R$ 5 milhões da construtora Camargo Corrêa para barrar as investigações da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal (PF). A informação foi divulgada neste sábado, dia 26, em matéria do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o diário, Palocci também revelou que o acordo teria sido costurado pelo advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, morto em 2014. Segundo a reportagem, o acordo também previa que Bastos fosse indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que não se concretizou.

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O valor teria sido repassado ao ex-presidente do STJ através de depósitos em contas mantidas no exterior.

Deflagrada em 2009, a operação Castelo de Areia foi barrada em janeiro de 2010 após liminar de Rocha, que acatou o argumento da defesa de que as denúncias seriam provenientes de grampo telefônico oriundo de uma ligação anônima, o que tornaria as acusações ilegais.

Procurado, Cesar Asfor Rocha negou as acusações, afirmando que a afirmação “é uma mentira deslavada” proferida por um “bandido, safado e ladrão”.

Sobrinho de Márcio Thomaz Bastos, o advogado José Diogo Bastos Neto também negou as acusações, classificando-as como “uma grande mentira” e “um ato de covardia”, pelo fato de Bastos não estar mais viva.

A Camargo Corrêa também negou as informações reveladas por #Palocci, afirmando que a única participação de Rocha no processo foi a concessão da liminar, que mais tarde acabou “confirmada, por unanimidade, pela 6ª Turma do STJ”.

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#Propina #Lava Jato