A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia [VIDEO], não concordou com um solicitação feita pela defesa do senador tucano #Aécio Neves e negou um pedido. No documento enviado à ministra, o advogado do senador, Alberto Toron, queria que a redistribuição de um dos inquéritos em que o seu cliente responde fosse relatado pelo ministro do STF [VIDEO] Gilmar Mendes.

De acordo com o advogado de Aécio, existe uma conexão entre a investigação sobre as irregularidades em obras das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, com outro inquérito que já está nas mãos do ministro, sobre Furnas.

Cármen Lúcia considerou o fato incoerente e rejeitou o pedido da defesa.

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Mesmo assim, o inquérito a qual o tucano responde será redistribuído por não ter nenhuma relação com a Petrobras, que é o centro das investigações da Operação Lava Jato. Dessa forma, será feito um sorteio onde será definido o relator das seis investigações. Vale ressaltar que todas as investigações vieram com os depoimentos dos executivos da construtora Odebrecht.

A decisão de Cármen Lúcia é compatível com o pensamento do ministro Edson Fachin, relator da Lava jato na Corte.

Nos outros cinco inquéritos são investigados três senadores do PMDB, Romero Jucá, Edison Lobão e Valdir Raupp, um do PP, Ivo Cassol, e o deputado federal do PT Arlindo Chinaglia.

Mendes e Aécio

O fato de Aécio querer o seu caso com o ministro Gilmar Mendes levanta algumas suspeitas diante de investigações realizadas pela Polícia Federal que captaram uma conversa entre Mendes e o tucano, ocorrida em 26 de abril.

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Na conversa entre eles, Aécio comenta que seria importante que o ministro conversasse com o deputado federal Flexa Ribeiro (PSDB-PA) para que acompanhe seu voto contra a lei de abuso de autoridade, proposta de lei muito criticada pelo juiz Sérgio Moro por ter objetivo de travar as investigações da Lava Jato.

Na época, Gilmar Mendes concordou e disse que iria falar com Flexa.

Reajuste

O STF decidiu não reajustar o salário dos ministros da Corte e decepcionou procuradores da República e a Associação dos Juízes. Cármen Lúcia argumentou que devido à crise no Brasil, o reajuste mancharia a imagem do Supremo e seria um desrespeito com os 13 milhões de desempregados no país.

A votação aconteceu na quarta-feira (9) e a maioria decidiu em não aceitar o reajuste na proposta Orçamentária de 2018. A decisão dos ministros será enviada ao Congresso no dia 31 de agosto. #CármenLúcia