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A velha "disputa" em relação a procedimentos de investigação implementados entre a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, principalmente, em se tratando desta última, durante o atual período em que está sendo conduzida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem suscitado um grande leque de dúvidas, questionamentos e insatisfações, inclusive, ao alcançar um novo "patamar", a partir do encaminhamento de um relatório da #Polícia Federal dirigido ao juiz Sérgio Moro.

Moro é o juiz titular da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, a partir da primeira instância, e é responsável pela décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Encaminhamento de documentação

Em um relatório extremamente "duro", encaminhado ao juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal revelou a existência de uma verdadeira "queda de braço" entre a corporação e a Procuradoria-Geral da República. Um dos principais motivos de descontentamento e de grande insatisfação por parte da Polícia Federal refere-se ao alcance da importância dos acordos de colaboração premiada, que já se arrastam durante muito tempo.

A documentação que foi destinada para análise do juiz federal Sérgio Moro foi produzida durante o mês de abril e chegou às mãos do Ministério Público Federal de Curitiba, direcionado à força-tarefa da Operação #Lava Jato. O conteúdo do material apresentado se baseia em detalhes referentes a um inquérito policial, cuja tramitação durou aproximadamente dois anos, e destaca, de modo contundente, que três delatores do mega esquema de corrupção investigados pela força-tarefa obtiveram grandes benefícios, "sem que nada tivessem auxiliado os trabalhos de investigação".

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O relatório da Polícia Federal indicou ainda ao juiz Sérgio Moro que foram realizadas diversas "acareações" e que, mesmo assim, foram mantidas diversas contradições entre depoimentos de criminosos e colaboradores, em alusão aos acordos apoiados pelo Ministério Público Federal e Procuradoria-Geral da República, que é conduzida pelo procurador-geral Rodrigo Janot.

As críticas mais contundentes partiram do delegado da Polícia Federal, Filipe Hille Pace, que é signatário do documento e que relata que "seria algo considerado muito temerário que um inquérito policial tivesse tramitado por quase dois anos, em razão de três versões de fatos classificados como diferentes, através da apresentação de três criminosos que conseguiram celebrar acordos de colaboração premiada juntamente à Procuradoria-Geral da República, o que acabou acarretando a eles, a obtenção de inegáveis benefícios".

Com o relatório apresentado pela Polícia Federal, torna-se ainda mais incisiva a "disputa" de procedimentos de investigação entre Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República em relação, principalmente, à celebração de acordos de colaboração premiada. #SérgioMoro