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O presidente da República #Michel Temer se manifestou de modo contundente com relação à votação da #denúncia na noite desta quarta-feira (2) no Plenário da Câmara dos Deputados, cujo resultado foi satisfatório ao mandatário do país. Temer conseguiu se manter no poder, sem que a investigação apresentada contra ele por meio da Procuradoria-Geral da República fosse autorizada para julgamento na mais alta Corte do Brasil; o Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante a transmissão ao vivo da votação da denúncia, o presidente chegou a acompanhar por um determinado tempo como estava a votação, diretamente de seu gabinete. Entretanto, o presidente estava atento para que pudesse verificar quais seriam as supostas "traições", em se tratando de um momento tão "delicado" de seu governo e que necessitava, acima de tudo, angariar todo o apoio que fosse possível.

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Irritação com traição de integrantes da base aliada

O presidente Michel Temer demonstrou irritação e bastante desconforto em se tratando de como teria se dado o voto de integrantes da base aliada de sustentação ao Palácio do Planalto. Um dos momentos mais marcantes e que trouxe chateação ao mandatário do país foi o voto proferido pelo ex-ministro da Cultura de seu governo, Roberto Freire, do PPS, que votou para que Temer fosse investigado. O mais intrigante é que o deputado federal Roberto Freire, há cerca de uma semana, até mesmo considerava retornar ao governo do presidente Temer, de acordo com o que disseram nos bastidores.

Além de Freire, Temer também demonstrou grande insatisfação com declarações contrárias a ele por parte de alguns parlamentares do PSDB de São Paulo, principalmente daqueles que são ligados ao governador Geraldo Alckmin.

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Temer imaginava que pudesse conseguir apoio por parte do governador paulista, de seu estado natal. Em um determinado momento, o mandatário do país resolveu deixar o gabinete presidencial e se dirigiu a uma sala próxima, sem aparelho de televisão, sob o argumento de que não queria se irritar ainda mais com a situação.

O presidente Temer somente retornou ao gabinete após um pedido feito pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que havia lhe comunicado que no painel de votação da Câmara dos Deputados já constavam 170 votos pelo arquivamento da denúncia, o que já livrava o presidente de uma eventual autorização para que seu processo fosse julgado no Supremo Tribunal Federal. A análise do Palácio do Planalto é que o placar corrobora para que votações consideradas importantes, como medidas provisórias ou projetos de lei sejam aprovados, porém, ainda há a necessidade de um esforço maior para que se possa atingir o número de 308 votos para aprovação de propostas como as reformas tributária, política e da previdência social. #Congresso Nacional