O ex-ministro #Geddel Vieira Lima (PMDB) surpreendeu mais uma vez a população e a Justiça. Isso porque o homem que está cumprindo prisão domiciliar em Salvador pediu à Justiça autorização para tomar banhos de Sol e as estruturas comuns do condomínio caríssimo em que vive.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região recebeu o pedido do ex-ministro com surpresa mas a Justiça pediu que a Procuradoria Regional da República (PGR) se manifestasse a respeito e ela foi desfavorável ao pedido do preso.

O Ministério Público informou que como o acusado já se encontra em sua residência ele não precisa de banho de Sol, e que o mesmo é proporcionado apenas à presos em unidades prisionais.

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No Complexo Penitenciário da Papuda, o ex-ministro chegou a ter este privilégio assim como os seus mais de 4.990 ''vizinhos.'' Antes de obter o direito de ficar preso em regime domiciliar era lá que Geddel bronzeava sua pele.

A confirmação ou não do benefício vai depender do entendimento do Desembargador responsável pelo caso de Geddel.

A conta de Geddel no Twitter

Geddel possui uma conta no Twitter com cerca de 24,3 mil seguidores e 31,7 mil tweets (postagens). É o que conseguimos apurar. Os tweets da conta estão protegidos, ou seja, apenas seguidores autorizados têm acesso aos Tweets e perfil completo de @geddel_ .

Geddel se descreve na rede social como um ''apaixonado pela Bahia, e sempre disposto a trabalhar por minha terra''. Sua foto de capa, curiosamente traz uma curta mensagem a seus seguidores: Geddel | Compromisso com a verdade.

Apesar de não poder ter acesso a computadores, smartphones e outros aparelhos eletrônicos (sob ordem da Justiça) Geddel leva uma vida bem sossegada se comparada as cadeias públicas do restante do país.

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A conta na rede social, especificamente pode ter sido protegida por ele, advogado, parentes ou possivelmente, por medida de segurança pela própria Justiça.

Um internauta, Xaiver, expressou-se do seguinte modo:

A acusação coloca Geddel em situação enrascada

Geddel Vieira Lima é acusado de pertencer e liderar um esquema de corrupção em uma das instituições mais importantes da esfera econômica do país: A Caixa Econômica Federal.

Seu advogado, Gamil Foppel deu uma entrevista recente ao TV Servidor disse que a possibilidade de Geddel vir a delatar é nula.

''Não é que se pense em uma delação no segundo momento lá na frente. Como não há o que delatar, porque ele não participou de atos ilícitos, não há porque se pensar em delação”, explicou.

Ele também classificou todas as delações, principalmente as da Operação Lava Jato como “ilegais” e conforme ele, '' só desrespeitam o princípio da legalidade''.

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Quem é Geddel Vieira Lima?

Geddel Quadros Vieira Lima, nasceu em Salvador, Bahia no dia 18 de março de 1959. É o Político filiado ao PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), Administrador de Empresas, Pecuarista, Cacauicultor.

Foi acusado, desde os seus 25 anos como um homem público, de tentar beneficiar a si e sua família com desvios de dinheiro BANEB (Banco do Estado da Bahia). Valor esse que chega a milhões de reais.

No ano de 1994, Geddel, agora como Deputado Federal foi acusado de pertencer a mais um esquema criminosos, o chamado, na sua época de “anões do Orçamento”. Seu nome aparecia em uma folha de papel. Papel este que fi encontrado na residência de um diretor da Odebrecht ao lado de uma mensagem: “4%”. De fato, o nome de Geddel estava mergulhado na lista entre os 52 políticos mais citados na delação da Odebrecht.

Eleito como Deputado Federal nada menos que 5 vezes consecutivas, Geddel já foi Ministro da Integração Nacional, no governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, Ministro de Governo no Palácio do Planalto, de Michel Temer.

Após seis meses no posto Geddel entregou carta a Michel Temer pedindo demisssão. Estava vindo à tona denúncias de corrupção de Marcelo Calero, outro Ministro de Michel Temer.

Desde o dia 3 de julho de 2017 Geddel Vieira Lima está preso após sucinta investigação na chamada Operação Greenfield, uma operação deflagrada em setembro do ano passado pela #Polícia Federal em fusão com o Ministério Público. #Lava-Jato