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Os "embates" entre a Procuradoria-Geral da República de #Rodrigo Janot e a Polícia Federal, em relação à implementação dos acordos de colaboração premiada, podem ter resultado em uma possível derrota por parte dos procuradores. Uma sinalização dada por um dos mais atuantes e "polêmicos" ministros da mais alta Corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode acarretar o fim de uma "disputa" de protagonismos entre #Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República.

Manifestação de ministro do Supremo

De acordo com a sinalização dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF) Marco Aurélio Mello, um encontro realizado com o diretor-geral da Polícia Federal teria lhe proporcionado "impressões muito positivas".

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O magistrado é o relator da ação impetrada pela Procuradoria-Geral da República, que é conduzida por Rodrigo Janot e que se coloca contrária à Polícia Federal em poder selar acordos de colaboração premiada.

Entretanto, o ministro Marco Aurélio Mello apontou, nesta terça-feira (08), que irá se posicionar favoravelmente em prol da possibilidade de que a corporação possa, de fato, implementar acordos de delação premiada, numa clara sinalização que descontentaria o procurador-geral da República.

Segundo o ministro Marco Aurélio, "deverá se esperar a conclusão da maioria do colegiado da Suprema Corte, embora todos já pudessem imaginar qual a sua opinião, como dito no Plenário, delação, nada mais é do que um depoimento, mas é algo interessantíssimo, pois, o depoimento de um delator se inicia frente à polícia e então, o delator, e vier a desejar adiantar fatos, o delegado teria que impedi-lo; para, para, para, aqui não?"

Os comentários proferidos pelo magistrado, vieram à tona, de encontro com o que pensa o diretor-geral da Polícia Federal Leandro Daiello, que se encontrou na última sexta-feira (04), no gabinete do ministro Marco Aurélio Mello.

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Ainda segundo o magistrado da Suprema Corte, o tema tão polêmico, para que possa delimitar os papeis durante investigação e acordos de colaboração premiada entre Procuradoria-Geral da República e Polícia Federal, podem se tornar alvos de discussão no Supremo, até mesmo, antes que seja julgada a ação da PGR.

O ministro ressaltou ainda que "foi um encontro bom para esclarecimento, já que se sentiu bastante impressionado com o tema proposto pelo diretor da PF e por sua equipe". Marco Aurélio advertiu ainda que "não estaria vendo com bons olhos a situação de queda de braço entre Polícia Federal e Ministério Público Federal".