Desde a liberação de denúncias contra o presidente da República, Michel #Temer, por parte do empresário Joesley Batista, dono da JBS, a Câmara dos Deputados se vê dividida. Há quem acredite na inocência de Temer, mas há, também, quem seja contrário ao político.

Nas últimas semanas, o presidente fez centenas de acordos com parlamentares da Casa, com o intuito de ganhar mais votos contra a autorização para abertura de processo contra ele no STF (Supremo Tribunal Federal). Só no mês de junho, o Temer liberou mais de R$ 4 bilhões em emendas parlamentares. Segundo a oposição, isso é irregular, pois Temer está "comprando" os votos dos políticos com emendas parlamentares.

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Primeira denúncia contra presidente em exercício

Ocorrerá nesta quarta-feira, na Câmara Federal, a votação da autorização do processo contra o presidente da República. Michel Temer é acusado de corrupção passiva e, por ter por privilegiado pelo cargo que ocupa, se a autorização for concedida, será e processado pelo Supremo Tribunal Federal. Essa é a primeira vez que um presidente da República em exercício é alvo de pedido de abertura de processo por corrupção apresentado pela Procuradoria Geral da República.

Segundo a Constituição Federal, o STF somente poderá abrir o processo e julgar o caso se a Câmara dos Deputados aprovar a denúncia com o voto favorável de 2/3 (dois terços) do total de 513 deputados, ou seja, são necessários 342 votos a favor. Caso não compareça o quórum necessário, que também é 342 parlamentares, a votação é encerrada e não terá seguimento.

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Segundo o jornal Folha de S. Paulo, dos 513 parlamentares da Casa, o possível placar da votação é:

  • 105 deputados estão contra a denúncia;
  • 195 estão a favor;
  • 99 estão indecisos;
  • 58 não se pronunciaram;
  • 4 não votarão;
  • 52 não responderam.

A favor de Temer

Caso o quórum não seja suficiente ou se caso a denúncia for rejeitada, Temer continuará no poder e somente poderá ser julgado quando deixar a Presidência da República, o que deverá ocorrer no final do ano que vem.

Contra Temer [VIDEO]

Caso a Câmara autorize o prosseguimento ao processo, o político ficará afastado de seu cargo por 180 dias. Nesse caso, a linha de sucessão será: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB); e a presidente do STF, Cármen Lúcia.

Após os 180 dias de afastamento, não tendo o julgamento dado como finalizado, Temer voltará à Presidência sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. Se for julgado culpado, durante ou depois do afastamento, perderá o cargo e ficará inelegível por oito anos.

Vagando o cargo de presidente

Perdendo o cargo, segundo a Constituição Federal, por faltar menos de dois anos para a próxima eleição, ocorrerá eleição indireta em 30 dias para eleger alguém que guiará o Brasil até as eleições de 2018. A escolha será feita pelos parlamentares. #presidencia #Corrupção Política