A comissão da #Reforma política já começou a aprovar algumas mudanças voltadas para as eleições. Dentre elas, encontra-se a aprovação do “distritão” para as próximas eleições de 2018 e também de 2020. A proposta do chamado “distritão” consiste na divisão dos estados e municípios em distritos, e a extinção do quociente eleitoral.

O texto-base da reforma política foi aprovado pela comissão da Câmara na madrugada desta quinta-feira (10). A aprovação do “distritão” se deu por 17 votos a 15. Atualmente, a #eleição necessita ser passada por um quociente eleitoral, que consiste em um cálculo que analisa os votos válidos no candidato e também no partido.

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Este modelo possibilita a junção dos partidos em coligações.

O “distritão” permite que os deputados federais, estaduais e vereadores sejam eleitos de forma majoritária, na qual só se elegem aqueles que forem mais votados, não levando em consideração os votos no partido ou na coligação. Este modelo é o mesmo que já é usado para eleger o presidente, senador, governador e prefeito.

Após conclusão da análise do projeto de reforma política pela comissão, será encaminhado para o plenário da Câmara, que, por meio de duas votações, será revisto e analisado, para posteriormente seguir para o Senado. A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma política necessita de ao menos da aprovação de 308 dos 513 deputados.

Apesar do “distritão” ter sido aprovado nesta madrugada, ainda não houve conclusão da análise pela comissão, pois há deputados que necessitam avaliar as propostas e fazer sugestões em relação a possíveis alterações no texto que foi apresentado pelo deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).

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Por conta disso, foi marcada uma nova sessão na manhã desta quinta-feira (10), às 10h.

Além do “distritão”, a reforma política prevê outros pontos, como o Fundo de Campanha, a extinção de cargo de vice-prefeito, a vacância da Presidência da República, a questão do mandato nos tribunais, mudança nas datas de posse dos candidatos eleitos, suplente de senador e imunidade do presidente da República.

“Distritão” não foi aprovado pela Câmara em 2015

No ano de 2015, o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) estava no comando da Câmara e foi feita esta mesma votação para aprovar o “distritão”. Porém, não obteve sucesso, e a proposta foi rejeitada.

Entretanto, recentemente a proposta tem ganhado força entre os políticos, que acreditam que o “distritão” irá extinguir os “puxadores de votos”, que são bem votados e elegem os candidatos que não tiveram muitos votos.

Não obstante, há alguns partidos que não receberam esta proposta de forma positiva. Entre eles estão o PSDB, PT, PR, PEN, PSOL, Rede, PCdoB, PPS, PHS, PRB, PDT e PV, que acreditam que este modelo irá enfraquecer as legendas, pois só serão eleitos os candidatos mais populares, e isto dificultaria que novos candidatos surgissem na política.