O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] fez de tudo para que a senadora #Gleisi Hoffmann fosse eleita para presidir o Partido dos Trabalhadores. #Lula chegou até a criar problemas com o senador Lindbergh Farias e o chamou de "moleque". Alguns petistas que apoiavam Lindbergh chegaram até a repudir a decisão de Lula, mas o ex-presidente queria Gleisi Hoffmann a frente do partido.

Hoje, se tem visto uma senadora muito impulsiva e radical. Ela se coloca na frente das batalhas e chega a assustar com suas posições intolerantes, como é o caso, do apoio ao ditador Nicolas Maduro, que tem proporcionado um verdadeiro caos na Venezuela.

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Pessoas ligadas ao partido tem acreditado que a exposição exagerada de Gleisi é uma forma de poupar o ex-presidente Lula e evitar que ele perca o apoio dos países de esquerda. A estratégia utilizada seria a seguinte: Gleisi demonstra que o #PT está junto com Maduro porque ele foi escolhido pelo povo e participou de uma eleição democrática, coisa que segundo ela, não aconteceu no Brasil com a entrada de Michel Temer [VIDEO]. Enquanto isso, Lula só observa.

O ex-presidente sabe que existe uma onda de violência muito grande na Venezuela, onde pessoas estão morrendo e a fome aumentando a cada dia. Se Lula apoiar seu amigo Maduro, ele poderia causar um mal-estar nos brasileiros. Se Lula não apoiar o ditador, ele poderá perder um apoio e ainda ser dedurado de algum crime cometido em seu governo ao se relacionar com o do ditador.

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Lula torce por Maduro, mas ninguém pode saber disso, é o que tudo aparenta indicar.

Lula havia gravado um vídeo de apoio a Maduro, mas agora, ele prefere manter o silêncio durante os eventos que participa.

Corrupção

A senadora paranaense, Gleisi Hoffmann, também não está com a vida fácil. Ela é acusada pela Polícia Federal (PF) de receber R$ 4 milhões em propina que vieram disfarçadas com destino à sua campanha eleitoral de 2014 para o Senado.

Todo o dinheiro irregular estava contabilizado no Setor de Propinas da construtora Odebrecht no codinome de "Coxa", que seria, segundo as investigações, da senadora.

Em sua campanha, Gleisi recebeu oito parcelas de 500 mil cada, totalizando R$ 4 milhões. O seu marido e ex-ministro, Paulo Bernardo, também esteve envolvido nesse esquema.

Vítima

Assim como Lula, Gleisi se coloca como vítima e diz que sofre perseguição. Uma das formas dela tentar se esquivar das denúncias sofridas é enaltecendo o governo do ditador Maduro. Com muito vigor, ela mostra que o ditador tem o apoio do PT e que merece o respeito de todos. Mas, a população de lá está morrendo aos poucos.