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Ministra do Superior Tribunal Federal (STF), Rosa Weber autorizou a abertura de um inquérito para investigar o senador José Serra (PSDB-SP). Serra é investigado após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) realizada a partir do acordo de delação premiada do empresário Joesley Batista, sócio da JBS.

A decisão de autorizar o inquérito havia sido formalizada pela ministra no dia 18 de agosto, mas a decisão só foi homologada pelo Supremo nesta segunda-feira, dia 28. As informações são dos portais R7 e G1.

Na ocasião de sua delação, Batista afirmou ter repassado R$ 20 milhões em doações para a campanha do tucano à presidência em 2010, em corrida presidencial onde Serra acabou na segunda posição, derrotado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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Segundo investigações da PRG, R$ 13 milhões foram doados diretamente ao PSDB, enquanto R$ 7 milhões foram repassados para a campanha como caixa dois, quando uma doação é feita de forma ilegal e não declarada.

Em sua decisão, Weber afirmou que as acusações apresentadas pela PGR “se mostram proporcionais sob o ângulo da adequação, razoáveis sob as perspectivas dos bens jurídicos envolvidos, e úteis quanto à possível de descoberta de novos elementos que permitam a investigação avançar". No despacho, Weber também estipulou um prazo de 60 dias para a conclusão da investigação.

O inquérito para investigar o tucano havia sido apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em junho. Segundo informações reveladas por Batista em sua delação premiada, o repasse de verba em caixa dois para a campanha de Serra teria sido realizado pela empresa LRC eventos, que teria simulado a venda de um camarote de autódromo de evento da Fórmula 1; e por uma empresa de pesquisas.

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Em nota, a assessoria do senador negou que tenha praticado o crime de caixa dois, que prevê pena de até cinco anos de prisão. "O senador #José Serra reitera que todas as suas campanhas eleitorais foram conduzidas dentro da lei, com as finanças sob responsabilidade do partido. E sem nunca oferecer nenhuma contrapartida por doações eleitorais”, afirma a nota emitida pela equipe de Serra.

Delação de Joesley Batista também envolveu Aécio e Temer

Presidente afastado do PSDB, o senador #Aécio Neves (MG) também foi citado por Joesley Batista em sua delação. No início deste mês, foram divulgadas fotos da Polícia Federal (PF) que mostram quantias que seriam destinadas ao senador e ao presidente Michel Temer (PMDB).

Segundo reportagem da revista Época, as fotos da PF mostram o esquema que teria repassado três malas de R$ 500 mil para um assessor de Aécio, e uma mala no mesmo valor, flagrada com o ex-assessor do presidente e ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). O valor repassado a Loures teria Temer como destinatário final.

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O escândalo veio à tona em maio deste ano, e gerou grave crise política no governo de Michel Temer e no PSDB, que viu sua imagem ficar danificada após a gravação de áudios que mostram Aécio e Joesley Batista conversando sobre o repasse de verbas de caixa dois. Temer também foi gravado por Batista, em uma ligação onde o empresário afirma estar pagando uma “mesada” para manter o ex-presidente da Câmara e ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) calado na prisão.

No dia 2 de agosto, a denúncia apresentada contra Temer foi arquivada pela Câmara dos Deputados, onde o presidente teve maioria da votação a seu favor. Já Aécio chegou a ser afastado de seu mandato de senador por mais de 40 dias, mas retornou ao cargo após decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF. Neves foi interinamente substituído na presidência do PSDB pelo também senador Tasso Jereissati (CE). #Propina