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O presidente do Brasil, #Michel Temer, negou, neste sábado (12), que os seus encontros com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, tenha sido sobre discussões da reforma política e isso acabou desmentindo o ministro e ele próprio.

Essa declaração de Temer acaba mudando a versão do relato dos encontros dele com o ministro, que são na maioria, fora da agenda oficial. Há alguns dias, o peemedebista havia dito que suas conversas com Mendes eram sobre a reforma política e nada mais do que isso.

De acordo com a nota publicada pelo Planalto, o presidente não está em nenhum momento participando de discussões sobre reforma política, nem sobre o "distritão" e nem na criação do fundo eleitoral.

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Segundo o comunicado, esses assuntos são destinados ao Congresso Nacional e os parlamentares é que devem debater.

Michel Temer se encontrou com Gilmar Mendes no último domingo (06), e o próprio ministro afirmou que o encontro se tratava sobre as alterações no sistema político e eleitoral. Eles dois tiveram outros encontros não oficiais no mês de junho, e de acordo com eles, era para falar sobre a reforma política. Uma das conversas entre eles ocorreu um pouco antes de Temer indicar a subprocuradora, Raquel Dodge, para comandar a Procuradoria-Geral da República, no lugar de Rodrigo Janot, que vai sair em setembro. Nesse encontro também foi falado sobre a sessão da Corte que validou a delação da JBS.

Resposta às matérias publicadas

Essa sua nota, o Planalto teve a intenção de retrucar matérias publicadas dizendo que Temer apoiava a criação do fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões que visa financiar campanhas eleitorais, o que foi muito criticado pelo procurador da República e coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol [VIDEO].

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A reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo" também disse que Temer apoia o "distritão", que seria um tipo de sistema onde se elegeriam os candidatos que tivessem maior voto até que todas as vagas fossem preenchidas. Essa prática é utilizada apenas em quatro países e é criticada por favorecer políticos que já possuem um conhecimento do eleitorado.

Raquel Dodge

A futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também teve um encontro com Temer tarde da noite e sem registro oficial. Algumas fontes disseram que isso poderia prejudicá-la, pois ela poderia, no futuro, questionar algum encontro fora da agenda e ser lembrada sobre isso.

Outros disseram que ela caiu numa "armadilha" de Temer [VIDEO]. A defesa do presidente pode alegar que o encontro do seu cliente com o empresário Joesley Batista, tarde da noite, era algo comum, como aconteceu agora com a subprocuradora. #STF #Governo