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Com o passar dos meses e as eleições de 2018 se aproximando cada vez mais, as peças vão se mexendo dentro de um intricado tabuleiro político brasileiro. Nesta semana, uma declaração do atual presidente Michel #Temer novamente embaralhou as cartas. Que o peemedebista já era simpatizante do prefeito de São Paulo, João #Doria, era notório. Mas agora Temer inclusive "abre as portas" para que o tucano dispute as eleições presidenciais pelo PMDB.

Faltando pouco mais de um ano para as eleições, o PMDB [VIDEO] não despontou ainda com nenhum nome próprio para concorrer - nas últimas eleições, o partido se peculiarizou por formar chapa ao lado do PT, com quem está brigado desde a ruptura com o governo Dilma Rousseff e o posterior impeachment.

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Temer, ao mesmo tempo, já declarou que não pretende lançar sua candidatura e a própria reprovação popular, a mais alta desde a redemocratização, praticamente o tira de uma eventual disputa.

Na última segunda-feira, dia 7, durante evento em São Paulo, Michel Temer fez muitos elogios ao prefeito João Doria [VIDEO] e chegou a declarar que "as portas do PMDB estão abertas" para que o tucano dispute as eleições presidenciais marcadas para 2018. Poucos nomes despontam firmemente como nomes certos à disputa. Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, ainda tem situação indefinida por conta de sua condenação na Justiça; Marina Silva, Jair Bolsonaro e Ciro Gomes são opções que figuram entre os cotados.

PSDB em dilema

Representando aquilo que se convencionou chamar de "novo" na política, João Doria venceu sem muitas dificuldades as eleições para a prefeitura de São Paulo em 2016 tendo um fiador político absoluto: o governador do estado, Geraldo Alckmin.

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No mesmo palanque, ambos se habituaram a trocar elogios e passaram a pertencer à mesma ala do #PSDB para as decisões centrais do partido.

Desta forma, há o entendimento de que Doria não aceitaria disputar a presidência da República tendo Alckmin, seu grande padrinho político, como adversário. Até o momento, o PSDB não determinou quem será o seu candidato e poderá passar por prévias ainda no final desse ano ou no início de 2017. Caso Geraldo Alckmin seja lançado, assim como foi em 2006, Doria não deve trocar de partido e tem caminho livre para concluir o seu mandato como prefeito.

A única possibilidade de João Doria deixar o PSDB, nesta perspectiva, é se o partido não confirmar Alckmin como candidato e ainda optar por outro nome em 2018 que não o seu.

Alckmin critica gestão Temer

Geraldo Alckmin é conhecido por não ser muito decisivo e gostar de dar "dribles" nas entrevistas, mas, em conversa com a Rádio Gaúcha, do Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira, ele disse que não vê "governabilidade" na gestão do atual presidente Temer.

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"Defendi sempre que nós do PSDB não participássemos do governo Temer. Que ajudássemos nas reformas, tudo bem, mas que efetivamente não participássemos da gestão. Vamos votar tudo aquilo que for para o Brasil avançar, mas ano que vem precisamos de uma agenda que aponte para o futuro. A eleição de 2018 é decisiva, porque um governo eleito pelo voto popular tem mais legitimidade para fazer o país crescer", disparou Alckmin.

Em 2006, na sua única tentativa até hoje para se tornar presidente do Brasil, Geraldo Alckmin perdeu no segundo turno para Lula, que ali garantia a continuidade com o seu segundo mandato. Depois das duas vitórias seguidas de Fernando Henrique Cardoso (FHC), o PSDB também foi derrotado com José Serra (em 2002 para Lula e 2010 para Dilma) e com Aécio Neves, também para Dilma Rousseff, em 2014. Todas essas disputas só foram definidas no segundo turno das eleições.