O dia 02/07/2017 ficará marcado na história do país pela votação a favor do arquivamento da denúncia do então Presidente da República, Michel Temer [VIDEO], assim como o dia da votação a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que se pensa, a votação foi uma verdadeira chacota e afronta aos interesses da população que desejava com grande força que #Temer fosse investigado pelo que estava sendo acusado, inclusive corrupção passiva.

Os deputados proporcionaram um verdadeiro circo durante a votação, alegando votarem "pelo povo brasileiro", "pelo desenvolvimento econômico" entre outras justificativas que não se encaixavam no cenário que estava articulado pelo Presidente antes da votação, que prometeu liberar verbas para emendas aos que votarem para o relator do arquivamento da denúncia, o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

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Essas verbas já confirmavam a vitória de Temer duas horas antes da votação, no qual conseguia o apoio da maioria dos deputados presentes na casa.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se mostrou um aliado crucial do governo, dando agilidade e recusando requerimentos da oposição pelo adiamento da votação. Ele votou a favor do arquivamento da denúncia, apesar do que se pensava, pois Rodrigo assumiria a presidência caso o atual fosse afastado do cargo.

Vergonha alheia

Há quem defendesse com unhas e dentes o presidente Temer durante a sessão de votação, como foi o caso do deputado que ficou conhecido como "deputado da tatuagem" após tatuar o nome de Temer no ombro, Wladimir Costa (SD-PA). Ele discursou acusando os petistas e afiliados do PSOL como "organização criminosa" e alegando que o então presidente tinha mais de 80% de aprovação no estado do Pará, o que não é verdade segundo muitas pessoas paraenses que comentaram o fato do deputado não representá-los durante a sessão.

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A vergonha alheia de Wladimir não parou por aí, que apareceu com "pixulecos" na mão representando o ex-presidente Lula para provocar a oposição.

Ainda não acabou

Apesar disso, Temer continua na mira da Procuradoria Geral da República e recebeu, na manhã de hoje, uma denúncia por obstrução da justiça feita por Rodrigo Janot, que também incluiu os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) no rol dos investigados junto ao relator da denúncia Edson Fachin, que deve aceitar ou negar nas próximas horas. #investigação #Wladmircosta