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Uma nova polêmica vem à tona, a partir do conturbado acordo de colaboração premiada firmado entre executivos da empresa JBS e a Procuradoria Geral da República. O acordo de delação pode revelar novas informações extremamente importantes para as investigações no âmbito da Operação Lava Jato. A Procuradoria Geral da República é comandada pelo procurador e chefe do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot, até a data de 17 de setembro, quando será empossada a nova procuradora-geral Raquel Dodge.

Entretanto, com novos áudios que foram divulgados, o empresário #Joesley Batista, dono da JBS, que é considerada uma das maiores empresas na venda de carnes processadas em todo o mundo, acabou sendo preso por determinação dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, que é o relator do caso na mais alta Corte brasileira.

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Vale ressaltar que, além da prisão de Joesley Batista, também foi preso o executivo da companhia frigorífica Ricardo Saud, também delator do mega esquema de corrupção.

Gravações revelam participação de Cardozo

O conteúdo dos áudios captados e apresentados juntamente à Procuradoria Geral da República implicaram o ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo. O executivo Ricardo Saud, delator do esquema que envolve a companhia JBS, afirmou em depoimento na última quinta-feira (7) à PGR que gravou uma conversa do ex-ministro Cardozo e fez o encaminhamento dos áudios ao exterior.

Entretanto, de acordo com a Procuradoria, conduzida por Rodrigo Janot, os áudios não apenas deixaram de ser entregues ao Ministério Público Federal, como foram enviados o exterior, numa clara tentativa de se ocultar os arquivos das autoridades.

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Ainda de acordo com uma documentação apresentada pela Procuradoria, o delator Ricardo Saud teria contado aos investigadores a respeito de um jantar realizado com Marco Aurélio Carvalho, sócio de José Eduardo Cardozo, na residência de Joesley Batista, localizada no Jardim Europa, em São Paulo.

Ainda segundo o delator, Marco Aurélio teria dito que Cardozo voltaria a advogar e que a empresa teria a necessidade de ter alguém da área de compliance, o que teria acarretado o agendamento de um encontro com Cardozo na casa de Joesley.

O executivo Ricardo Saud foi contundente em suas afirmações, ao dizer que durante o encontro gravado, Marco Aurélio havia chegado antes ao jantar e dito que José Eduardo Cardozo estaria muito bem e que seria intocável pela reputação imaculada, com o propósito de vender os serviços e que pagaria a Marco Aurélio para que pudesse ter uma reserva de boa vontade, caso necessitasse de algo, oque nunca teria ocorrido. #STF #Lava Jato