A Câmara dos Deputados aprova o #Novo Refis e aumenta as facilidades para os devedores da #Receita Federal, após votação acontecida recentemente de uma emenda que substitui a 783/17, que permite que o parcelamento das multas em até 20 anos (reportagem completa no final da matéria).

O governo federal [VIDEO] acredita que tem aproximadamente R$ 300 bilhões em recebíveis e que, com o Refis 2017, esse montante pode retornar aos cofres da União através dos pagamentos feitos pelas pessoas físicas e jurídicas. A data de adesão também foi alterada, era até 29 de setembro, e agora foi prorrogada até 31 de outubro.

Relator da proposta é devedor da União

Um dos relatores do novo Refis é o deputado Newton Cardoso (PMDB-MG), que coincidentemente é um dos parlamentares devedores da União.

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Cardoso foi à tribuna defender o novo Refis. Segundo ele, o interesse de Michel Temer em aprovar essa matéria é de recuperar empregos, dar manutenção aos investimentos e garantir a arrecadação da Receita Federal.

O novo Refis 2017

A versão atual é bem mais interessante ao devedor da Receita Federal do que o anterior, já que o devedor pode por exemplo pagar 20% da dívida na forma de entrada e financiar o restante em 14 anos, com 50% de desconto nos juros e 25% de desconto nas multas que incidem sobre a dívida. Caso o contribuinte físico ou jurídico queira quitar a dívida em uma só vez, poderá ter um desconto que chega a 70% nas multas.

Já quem tem uma dívida até R$ 15 milhões obteve a vantagem de dar uma entrada ainda menor que antes. No modelo anterior, a entrada era de 7,5% da dívida e foi para 5% no novo #refis 2017.

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Segundo analistas técnicos do governo, a nova redação do Refis permite que o devedor possa questionar a dívida, caso pare de pagar as parcelas firmadas no acordo.

Outra vantagem para o contribuinte é o fato que, mesmo que esteja com problemas com a Receita Federal, não irá sofrer constrangimento em ter seus bens bloqueados, até que se resolva a questão muitos anos depois.

Supostas intenções por trás do novo Refis

Por mais que possa parecer que foi unanimidade, a matéria sofreu resistência por parte da equipe econômica, porém foi derrotada pois Michel Temer pretende garantir votos a seu favor, em denúncias que serão votadas posteriormente na Câmara.

A adesão deve cair para R$ 4 bilhões, pois quem estava incluso na antiga versão pode aderir ao novo Refis (a adesão estava em torno de R$ 9 bilhões).

Segundo o ministério [VIDEO] do Planejamento, se faz necessário um tempo para avaliar os impactos da arrecadação dessa nova versão do Refis.

Assista à reportagem completa: