Mesmo envolvido em uma série de acusações e delações da Operação Lava-Jato, na qual inclusive já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Luiz Inácio #Lula da Silva, Lula, parece não perder o grande prestígio popular que por duas vezes o colocou na mais importante cadeira do Executivo. O líder petista, que ainda depende da justiça para poder disputar as #Eleições de 2018, desponta como o grande favorito em todas as pesquisas atuais.

De acordo com os dados de uma pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta semana, Lula lidera em todos cenários possíveis e não é ultrapassado por nenhum dos principais postulantes à presidência [VIDEO] - faltando aproximadamente um ano para as eleições.

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Nas três simulações que foram feitas para o cenário do primeiro turno, o ex-presidente oscila entre 32% e 37%, o que representa margem suficiente para ir ao segundo turno como o primeiro colocado.

Como "novidade" no novo levantamento feito, o sempre polêmico Jair Bolsonaro aparece em segundo em todas as hipóteses apresentadas. Seu crescimento representa uma alteração quanto à pesquisa feita em fevereiro, que o colocava entre o terceiro e o quarto lugar. Neste momento, o deputado federal de posições firmes e conservadoras fica entre 18% e 19% das intenções de voto, indo para o segundo turno contra Lula.

Se Lula aparece em primeiro nos três cenários e Bolsonaro em segundo, o terceiro lugar também não se altera. Marina Silva, da Rede, reconhecida por suas pautas vinculadas ao meio ambiente e à sustentabilidade, surge como a "terceira via" faltando cerca de um ano para o voto popular.

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Ela varia de 11% para 12% no terceiro posto e não chega a ser ameaçada por nenhum dos candidatos apontados do #PSDB.

PSDB incerto e Aécio sem prestígio

Nas três possibilidades de votos apontadas pela pesquisa, somente em uma delas o PSDB fica no quinto lugar, atrás não somente de Lula, Bolsonaro e Marina Silva, como também de Ciro Gomes, possível candidato do PT. Os tucanos perdem até para Ciro se o candidato for Aécio Neves, que tem passado por problemas na Justiça por conta do suposto envolvimento com o empresário da J&F, Joesley Batista. Em um cenário, Ciro é o 4° com 5,3% das intenções de voto, contra apenas 3,2% de Aécio.

Vale sublinhar, neste âmbito, a queda que o senador Aécio Neves teve das eleições anteriores para o presente momento. Na mais disputada eleição presidencial dos últimos tempos, o tucano conseguiu crescer na reta final do primeiro turno, foi ao segundo e perdeu por uma pequena margem de votos para Dilma Rousseff, do PT: 51% a 49%, em números arredondados.

E mesmo com outros nomes o PSDB aparece em quarto, atrás de Marina.

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Na probabilidade de João Doria, prefeito de São Paulo, ser o candidato tucano, as intenções de voto ficam com 9,4%. O detalhe interessante é que esse percentual é superior ao destinado ao governador paulista Geraldo Alckmin, que tem 8,7%.

Ainda há um grande clima de indecisão sobre qual candidato o PSDB vai lançar. Apesar de Geraldo Alckmin já ter declarado que deseja participar do pleito, e tentar reverter a derrota de 2006 em segundo turno para Lula, o prefeito paulista João Doria surge como uma outra possibilidade até por carregar consigo, no entendimento de alguns setores da sociedade, o rótulo de "política nova".

Doria, no entanto, já destacou que não gostaria de ter que disputar prévias eleitorais dentro do partido contra o "amigo" Geraldo Alckmin, que foi responsável direto por sua vitória municipal no ano de 2016. Mas o governador, por sua vez, entende que isso faz parte da política e não veria problema em ter que disputar contra Doria.