O empresário Joesley Batista, um dos executivos da J&F, a holding que cuida da JBS, foi praticamente obrigado a prestar novos esclarecimentos ao Procurador-Geral da República Rodrigo Janot, em Brasília, nesta quinta-feira, dia 7 de setembro. A data marcou também, o feriado da Independência do Brasil do país de Portugal, no ano de 1822. Conversa com Janot, que deixa a PGR no próximo dia 17,durou por volta de três horas.

Delatores teriam omitido fatos a Janot na Operação Lava Jato

O Procurador Rodrigo Janot pediu o depoimento, após descobrir na semana passada, novas gravações entre Joesley Batista e o diretor de relações institucionais da empresa, Ricardo Saud, feitas dia 17 de março, pelas quais suspeita que eles teriam omitido fatos importantes, que se confirmados, podem levar à suspensão da concessão [VIDEO] da delação premiada na Operação Lava jato.

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Na mesma data, foram ouvidos na PGR, Ricardo Saud e o advogado da JBS, Francisco de Assis.

Miller foi ouvido na tarde desta sexta-feira

Já o ex-procurador da República, Marcello Miller, prestou esclarecimentos na tarde desta sexta-feira, dia 8 de setembro, na Procuradoria Regional da República do Rio de Janeiro. De acordo com o Estadão, o advogado de Miller, André Percmans, antecipou que o argumento de seu cliente seria relevante para o Ministério Público Federal (MPF), analisar e decidir sobre as ponderações dos executivos do grupo J&F.

Ex-procurador da República, Miller é citado nas conversas

A implicação de Miller neste caso da JBS, deve-se ao fato de que seu nome aparece nas conversas de Batista e Saud como meio possível para aproximá-los de Janot. Pesa também, a condição de Miller, ter trabalhado com Janot na PGR, e pedir exoneração do cargo para dar expediente no Trench, Rossi e Watanabe advogados, escritório de serviços que cuida da JBS.

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Rodrigo Janot deverá emitir sua decisão semana que vem.

Rodrigo Janot tem medo de manchar a Honra da Instituição

Para o Procurador Rodrigo Janot, que confessou publicamente ter medo de manchar a honra da Instituição, em uma das conversas gravadas, Joesley faz divagações, sugerindo que o ex-procurador-geral da República, Marcello Miller, estaria construindo meios de comprometer os trabalhos realizados pela Procuradoria Geral da República.

Executivos da J&F divulgam nota dizendo que a conversa não é verdadeira

Publicada no site Terra, a nota diz o seguinte: “A todos que tomaram conhecimento da nossa conversa, por meio de áudio, por nós entregue à PGR, em cumprimento ao nosso acordo de colaboração, esclarecemos que as referências feitas por nós ao excelentíssimo senhor procuradr-geral da República, e aos excelentíssimos senhores e senhoras ministros do Supremo Tribunal Federal, não guardam nenhuma conexão com a verdade, afirma a nota assinada por Joesley e Saud. #Delação premiada #concessão #exoneração