O juiz federal Sérgio Moro quer mais rigidez contra os #criminosos corruptos que devastam o Brasil e diante disso, toma uma nova atitude para combater a corrupção. Moro encaminhou um documento ao deputado João Carlos (PRB-GO), relator do projeto de reforma do Código de Processo Penal, e sugeriu que leis mais rígidas fossem criadas para punir os criminosos.

No documento, Moro sugere mudanças nas regras de apresentação de recursos, aumento no tempo de prisão preventiva, que pode alcançar até cinco anos, e obrigação dos acusados a ceder material biológico para as investigações, já que hoje o réu tem por direito se negar a fornecer prova contra si mesmo.

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O magistrado também acredita que o limite de acesso aos inquéritos deve ser analisado, pois, às vezes, pode comprometer uma investigação. Um tema polêmico e que é debatido na Justiça é a admissibilidade ou não de provas consideradas ilícitas.

O Senado já havia aprovado que qualquer prova ilícita ou vinda de um procedimento ilegal deve ser considerada inválida. Porém, o juiz discorda e defende exceções. Moro deu como exemplo um caso que aconteceu nos Estados Unidos, aonde a polícia chegou a encontrar o corpo de uma vítima após um interrogatório ilegal. A Suprema Corte americana se mostrou a favor do depoimento já que eles consideraram que as investigações, inevitavelmente, levariam ao local do crime.

Proposta que gera debates

Um outro ponto muito polêmico e que divide até mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) é sobre as prisões preventivas.

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A Operação #Lava Jato tem ganhado êxito e tido sucesso com a prisão dos acusados de esquemas criminosos [VIDEO]. Sem terem por aonde ir, os suspeitos acabam colaborando com a Justiça (delação) e as investigações alcançam os resultados necessários.

Sérgio Moro [VIDEO] sugere que se fixe um prazo máximo de cinco anos para manter os suspeitos detidos. Essa questão precisa ser definida, pois, muitos magistrados possuem interpretações diferentes e isso pode prejudicar os processos.

Criminalidade

Um ex-presidente do STF Carlos Velloso, não concorda com prisões preventivas que durem anos, pois, isso seria uma condenação antecipada. Moro pensa diferente e declarou que as prisões evitam que os criminosos ocultem provas essenciais, que fujam do país ou que sejam um perigo para a sociedade ao continuarem com seus atos corruptos.

Um dos exemplos dado pelo juiz é a criminalidade que tomou conta do Brasil. No Rio de Janeiro, só este ano, morreram mais de 100 policiais militares. Por isso, o juiz não vê as prisões preventivas como exagero. #Sergio Moro