Neste sábado (9), ocorreu um encontro inusitado e "beirando as escondidas" entre o procurador-geral da República, #Rodrigo Janot, e o advogado do dono da empresa JBS, Joesley Batista [VIDEO]. Um dia após Janot pedir a prisão do empresário, o procurador é visto com o advogado de defesa de Joesley, Pierpaolo Bottini, em um bar na cidade de Brasília.

Uma foto do encontro foi tirada por um dos frequentadores do bar e a imagem foi enviada para os jornalistas do blog "O Antagonista". A imagem é essa que está no artigo da Blasting News.

O frequentador do bar avaliou que a dupla conversou por cerca de 20 minutos. Com a proposta de não chamar atenção, Janot e o advogado se sentaram em uma mesa discreta que fica perto de uma pilha de caixas cervejas.

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Uma outra informação que poderia comprovar que Janot estava tentando se esconder é a de que ele não tirou os óculos escuros em nenhum momento.

Os responsáveis de "O Antagonista" tentaram entrar em contato com a assessoria de Rodrigo Janot, mas até agora não deram nenhum tipo de explicação sobre o porquê do procurador da República se encontrar com o advogado de defesa de um empresário acusado de graves crimes de corrupção [VIDEO] e com prisão preventiva decretada.

O advogado Pierpaolo Bottini resolveu dar esclarecimentos sobre o caso. Segundo o advogado, ele teria ido para a cidade de Brasília e cruzado de forma ‘’casual’’ com o procurador Janot. Bottini frisou que o encontro aconteceu em um local público, muito frequentado pela população da capital federal. O advogado de Joesley disse que, "por uma questão de gentileza", eles se cumprimentaram e "trocaram" algumas palavras.

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Sobre o assunto tratado com o procurador, o advogado disse que eles não conversaram sobre nenhum tipo de processo jurídico. Bottini disse que esse encontro é para enfatizar que as diferenças que surgem no "campo judicial não devem extrapolar".

Encontro foi após Janot avaliar prisão de Joesley

O encontro entre o advogado e o procurador foi um dia após Janot iniciar investigações contra o dono da JBS, apontado por crimes de corrupção. A procuradoria cita que houve irregularidades com a delação premiada de Joesley e do executivo da JBS Ricardo Saud. Áudios comprometedores foram disponibilizados e acabaram incriminando os empresários.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos da Lava Jato, Edson Fachin acabou acatando o pedido da procuradoria e concedeu a prisão temporária para o dono da JBS e do executivo Ricardo Saud. #MPF #Joesley Batista