Em um novo depoimento prestado na tarde desta quarta-feira (13), pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva, ao juiz federal Sérgio Moro, foram mais de duas horas de interrogatório e manifestações da defesa e do Ministério Público Federal. O ex-presidente da República foi intimado para depoimento em processo que está no âmbito da Operação Lava Jato e que apura a compra do terreno destinado à construção da sede do Instituto Lula, em São Paulo.

Durante a audiência, o ex-presidente da República negou que teria ficado com raiva do ex-ministro da Fazenda petista, Antônio Palocci. Entretanto, Lula chegou a afirmar que sentiu pena em relação à maneira com que Palocci teria prestado o depoimento ao juiz Sérgio Moro, devido às acusações que pesam contra ele, com referência à aquisição do terreno para o Instituto Lula e também em relação a um apartamento localizado na cidade de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo.

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O ex-mandatário do país afirmou ainda que "Palocci tem direito a querer ser livre", mas que ficou extremamente preocupado quando percebeu que o ex-ministro "teria a intenção de jogar para cima dos outros" as suas próprias responsabilidades em relação aos crimes que foram cometidos.

Depoimento 'polêmico'

Durante a realização do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, em uma última parte da oitiva, Lula resolveu fazer uma pergunta ao magistrado. Lula chegou a fazer um questionamento ao juiz ao indagar se ele seria "julgado por um juiz imparcial". Entretanto, Moro foi contundente na resposta dada ao petista ao afirmar que "não caberia a Lula fazer esse tipo de pergunta a ele". Moro concluiu seu pensamento declarando que "de todo modo sim", em se tratando de ser imparcial nos processos que envolvem o ex-presidente.

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Lula questionou ainda se o procedimento adotado na data presente, não teria sido o mesmo feito em relação à outra ação em que ele é réu.

Em outro momento da oitiva, Lula chegou a fazer acusações ao Ministério Público Federal, ao afirmar que o principal objetivo seria incriminá-lo, em alusão ao papel desempenhado pela instituição federal. No depoimento, Lula criticou a ausência do procurador da República Deltan Dallagnol e o acusou de ter preparado um "PowerPoint que seria uma mentira". O processo referente à audiência desta quarta-feira se refere às suspeitas de participação de Lula em um mega esquema de corrupção que estaria envolvendo oito contratos fraudulentos firmados entre a empreiteira Odebrecht e a Petrobras. #SérgioMoro #Operação Lava Jato