Os ministros que integram a mais alta Corte de Justiça do país; o Supremo Tribunal Federal (STF), já começam a destilar nos bastidores o que deverá ser feito, em relação ao caso que envolve a suspeição, em se tratando de um dos mais polêmicos e atuantes ministros da Suprema Corte brasileira; #gilmar mendes. Recentemente, o magistrado foi alvo de grandes críticas, o que acabou gerando enorme repercussão em todo o país, a respeito da soltura de um dos maiores empresários do setor de transportes do estado do Rio de Janeiro; Jacob Barata Filho, conhecido como o "rei do ônibus".

Ao acatar o habeas corpus impetrado pela defesa do empresário Gilmar Mendes acabou reformado decisão anterior de determinação de prisão proferida pelo juiz federal Marcelo Bretas, que apura escândalos de corrupção no Rio, por meio da Operação Ponto Final, que é um "braço" da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

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Bretas é o juiz titular em primeira instância, da sétima Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Alternativas para o ministro Gilmar Mendes

Todo o caso envolvendo a soltura de um empresário, cujo casamento de sua filha, que teve como padrinho o ministro Gilmar Mendes, levou a Procuradoria-Geral da República, através do procurador e chefe do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot, a solicitar que o ministro Gilmar Mendes seja colocado em suspeição em relação ao caso de corrupção no setor de transportes do Rio, que envolve o empresário Jacob Barata Filho.

Diante do acirramento da crise na Justiça, o colegiado de ministros do Supremo, embora terem evitado dar declarações públicas em relação a Gilmar Mendes, já especulam nos bastidores, a possibilidade de como o caso seria recebido na Corte, em conversas reservadas.

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Na última terça-feira (29), os ministros debateram a necessidade de se julgar o caso que envolve Gilmar Mendes em Plenário ou somente através da Segunda Turma.

Já a presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), ministra Cármen Lúcia, argumentou que o ministro Gilmar Mendes deveria se manifestar a respeito desse tema considerado extremamente "espinhoso". Após a resposta a ser dada por Mendes, Cármen Lúcia poderá determinar a convocação do colegiado ou mesmo, tomar uma decisão sozinha a respeito. Entretanto, parte expressiva dos ministros do Supremo justifica que como o impedimento havia sido apontado em relação a um habeas corpus, o Plenário não poderia invadir a Segunda Turma. Porém, um outro magistrado acredita que como o caso estaria sob o "guarda-chuva" da presidente do Supremo, o caso poderia até mesmo ir parar em julgamento no Plenário da Corte. #Lava Jato