O ex-ministro petista e ex-homem forte durante o governo do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pode estar com os seus dias contatos para voltar imediatamente à cadeia. Tudo dependerá de como se dará o julgamento a ser realizado na próxima quarta-feira (13), no Tribunal de Apelação.

A Corte sediada em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, TRF4 (Tribunal Regional Federal da Quarta Região ), que é responsável por julgar em segunda instância todos os processos da Operação Lava Jato, de Curitiba e inclusive, com o poder de confirmar ou reformar decisões proferidas pelo juiz federal Sérgio Moro, poderá ter em suas mãos, através da Oitava Turma, a determinação para que se mantenha em liberdade o ex-ministro petista #José Dirceu ou que determine para que ele volte imediatamente à prisão.

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De acordo com processo tramitado na #Operação Lava Jato, O Tribunal regional Federal da Quarta Região (TRF4), irá fazer uma análise de um pedido de apelação da defesa do ex-ministro José Dirceu, em relação ao inquérito aberto através da força-tarefa de investigação.

Sessão do julgamento de José Dirceu

Os três desembargadores federais da Oitava Turma do Tribunal Regional Federal (TRF4), de Porto Alegre, irão começar a se debruçar sobre a situação do ex-ministro José Dirceu, a partir da quarta-feira próxima (13), por volta das 13:30 da tarde. O início contará com a leitura de um relatório a ser apresentado pelo relator da Operação Lava Jato, na segunda instância, o desembargador João Pedro Gebran Neto. Em seguida, a defesa de José Dirceu, irá fazer toda a sua sustentação oral.

Após esse procedimento, será a vez do Ministério Público Federal se manifestar.

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Então, será o momento do relator do caso proferir o seu voto. Os outros dois desembargadores, Victor Laus e Leandro Pausen estarão aptos para votar em seguida. Poderão proferir suas decisões ou até mesmo, solicitar um pedido de vista, ou seja, culminar num pedido mais tempo de análise do caso por parte de um dos desembargadores, sem que haja prazo para que a apelação seja pautada novamente na Corte.

De acordo com a ação que será julgada pelos três desembargadores, José Dirceu foi condenado pelo juiz Sérgio Moro em primeira instância, por ter recebido a quantia de R$ 15 milhões em propinas provenientes da empreiteira Engevix. Ainda segundo o processo na Lava Jato, os pagamentos teriam sido relacionados através de contratos fraudulentos, entre Engevix e Petrobras. De acordo com a sentença do juiz Sérgio Moro, teriam sido feito sob "fachada" algumas consultorias que supostamente, nunca teriam sido prestadas pelo ex-ministro petista. Vale ressaltar que José Dirceu usa tornozeleira eletrônica e não pode deixar o país. #PT