Publicidade
Publicidade

Nesta última quarta-feira, 13 de setembro, o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO], ficou pela segunda vez de frente com o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato. Na primeira sentença, Moro condenou #Lula a nove anos e seis meses de cadeia, porém o caso irá para a análise em segunda instância. Agora, o novo processo em que Lula é réu trata de propinas da empreiteira Odebrecht destinadas ao Partido dos Trabalhadores (PT).

A empreiteira teria arcado com propinas que teriam sido pagas através de um terreno, que mais tarde, se tornou sede do Instituto Lula, e de um apartamento localizado na cidade do ABC paulista, São Bernardo do Campo.

Publicidade

O dinheiro ilícito partiu de contratos firmados entre a Odebrecht e a Petrobras.

O interrogatório com #Sergio Moro durou cerca de duas horas, terminando por volta das 16 horas e 25 minutos desta quarta-feira. Ao chegar para depor, o ex-presidente desceu de um carro e passou por vários militantes do PT que estavam fazendo prontidão à chegada de Lula na Justiça Federal de Curitiba, Paraná.

O secretário de comunicação da CUT, Roni Barbosa, afirmou em uma coletiva de imprensa que a Operação Lava Jato está trazendo "péssimas" consequências para o Brasil, dentre elas, o desemprego. A CUT acredita que a culpa de ter tantos desempregados seja da maior investigação da história do Brasil.

Durante interrogatório com Moro

O ex-presidente teria se dirigido à procuradora da República, Isabel Groba Vieira, de maneira não conveniente.

Publicidade

Lula chamou a procuradora de "querida" e em seguida se iniciou uma discussão na sala do juiz federal. Além disso, Lula "procurou" por #Deltan Dallagnol, o também procurador da República e coordenador da força-tarefa das Operações da Lava Jato. O ex-presidente se lembrou de uma acusação feita através de um power-point, de que ele seria o "comandante máximo de um organização criminosa". A apresentação foi feita por Dallagnol.

Na primeira vez em que Lula ficou de frente com Moro [VIDEO], o ex-presidente teria dito várias vezes as palavras "não sei". Neste segundo depoimento, a Justiça Federal de Curitiba afirmou que Lula deixou de responder a uma série de perguntas.

Por medidas de segurança, o interrogatório foi marcado por escolta policial e vários membros da CUT aguardavam ansiosos a vinda de Lula. Dentro da sala da Justiça, haviam dois procuradores da República, Sérgio Moro, uma servidora pública como assistente, advogados da Petrobras, defensores de Lula e um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).