Nesta quarta-feira (13), o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar o pedido de suspeição do procurador-geral da República, #Rodrigo Janot, em relação as ações que ocorrem contra o presidente #Michel Temer. O objetivo da defesa do presidente é afastar Janot dos processos evitando uma nova denúncia que poderá ocorrer contra o presidente. Michel Temer é acusado de crimes de corrupção.

Há um clima de tensão envolvendo toda a Suprema Corte e o Ministério Público Federal (MPF). Há um receio de que o julgamento da ação possa causar uma suspensão da nova denúncia de Temer que está prestes a sair do forno. Os procuradores afirmam que este fato atinge o objetivo do MPF, que é a investigação e o processo criminal.

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Nessa terça-feira (12), foi possível notar um clima de nervosismo entre os ministro do Supremo. O ministro #gilmar mendes, que se disse "convencido" de que foi gravado secretamente por executivos da empresa JBS [VIDEO], deu uma alfinetada no ministro e relator dos processos da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin. Para Gilmar Mendes, Fachin deveria se sentir "constrangido" por ter sido "enganado" pelo ex-procurador da República Marcelo Miller, que é acusado de crimes enquanto estava exercendo seu cargo na procuradoria.

Fachin resolveu rebater Gilmar Mendes e afirmou que ele estaria com sua "alma em paz". O ministro Mendes também contou que estaria em um estado de "putrefação" com tantas coisas acontecendo dentro da Corte.

Ex-procurador Miller 'enganou' Fachin, segundo Gilmar Mendes

O fato de Gilmar Mendes dizer que Edson Fachin foi "enganado" aconteceu devido ao depoimento de Marcelo Miller ao ministro.

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O procurador-geral da República pediu a prisão de Miller, mas Fachin negou. Em seu depoimento, o ex-procurador disse nunca ter feito "jogo duplo" com os donos da empresa JBS.

Marcelo Miller se encrencou com a Justiça após áudio gravado entre os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud. Na gravação, os empresários citam se usariam Miller para chegar até o procurador Rodrigo Janot. O ex-procurador justificou dizendo que a gravação é algo "fantasioso" e até mesmo "ofensivo".

Rodrigo Janot pediu imediatamente a prisão do ex-procurador após saber o conteúdo da gravação. Ao chegar ao Supremo, Edson Fachin notou que não teria indícios claros de que Miller compactuou com os empresário da JBS. Com isso, a prisão foi negada. Marcelo Miller trabalhou por cerca de três anos na procuradoria ao lado de Rodrigo Janot. [VIDEO]