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Na última quarta-feira (06), Rodrigo Janot apresentou uma nova denúncia contra #Dilma Rousseff e #Lula. Desta vez, o procurador-geral da República denunciou os ex-presidentes por obstrução de justiça. Além dos petistas, o ex-ministro Aloizio Mercadante foi denunciado por Janot.

A procuradoria-geral da República voltou a acusar Lula e Dilma um dia após a denúncia da suposta organização criminosa envolvendo os ex- presidentes e outras seis pessoas. De acordo com Rodrigo Janot, há uma interconexão envolvendo os dois casos, que estão sob responsabilidade do Superior Tribunal Federal.

"A obstrução e o embaraço comentados na denúncia tiveram como principal objetivo atrapalhar as investigações que estão em andamento, envolvendo o crime de organização criminosa.

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Ressaltando que ambos os crimes mantém uma certa ligação", escreveu o procurador-geral da República.

"Uma possível separação dos casos não traria benefícios para as investigações, e poderia dar prejuízo processual, já que haveria o risco de conter contradições", concluiu Rodrigo Janot [VIDEO].

O procurador-geral da República acredita que esta nova denúncia diz respeito ao suposto apoio político, financeiro e jurídico, envolvendo Aloizio Mercadante e o senador Delcídio do Amaral, ainda em 2015, com objetivo evitar a celebração de um acordo na delação premiada na Operação Lava Jato.

Rodrigo Jonot destaca também a troca de informações consideradas sigilosas por parte da ex-presidente Dilma Rousseff e a empresária Mônica Moura, esposa do marqueteiro João Santana, através de correio eletrônico.

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Por fim, a PGR fala sobre a nomeação de Lula para ocupar o cargo de ministro-chefe da casa civil. Com isso, o ex-presidente teria a garantia de foro privilegiado.

Segundo Janot, com a prisão de Marcelo Odebrecht em junho de 2015, a alta cúpula do governo federal foi atingida diretamente e passou a se preocupar com a finalidade das investigações, já que havia a possibilidade do executivo firmar um acordo de colaboração premiada e fazer revelações sobre crimes cometidos pelo Partido dos Trabalhadores.

O inquérito está sob total sigilo no Superior Tribunal Federal, mas o procurador-geral da República quer tornar os autos dos processos públicos. "Num regime democrático, não há necessidade de manter um crime de administração pública sob total sigilo. A sociedade está no direito de saber dos fatos e acompanhar toda denúncia", concluiu Rodrigo Janot. #PT