Uma descoberta extremamente importante pode contribuir para que sejam aprofundadas as investigações, em relação a novos desdobramentos das apurações a respeito do nebuloso acordo de colaboração premiada firmado entre os irmãos Wesley Batista e Joesley Batista e executivos da empresa JBS, juntamente à Procuradoria-Geral da República, que é conduzida pelo chefe do Ministério Público Federal, #Rodrigo Janot. A Polícia Federal [VIDEO] acabou desvendando algumas mensagens que foram encontradas no celular do procurador da República Marcello Miller, braço direito de Janot e também implicado no caso JBS. Vale ressaltar que os irmãos Wesley e Joesley encontram-se presos e o procurador Marcello Miller teve cassado seu registro de advogado, por decisão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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Forte ligação entre Miller e Janot

De acordo com as investigações da força-tarefa da Policia Federal, uma série de mensagens foram encontradas no celular do empresário Wesley Batista, que é presidente-executivo e sócio da companhia JBS. Entretanto, o que deixou os investigadores mais intrigados, é que as mensagens encontradas por meio de um grupo de WhatsApp, reforçam, de modo substancial, a atuação do ex-procurador Marcello Miller em ações favoráveis à empresa, durante o período em que ele era integrante do alto escalão do Ministério Público Federal e considerado um dos mais próximos procuradores do procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Miller era um dos participantes do grupo de WhatsApp mantido com delatores e diretores de uma das maiores empresas na venda de carnes processadas em todo o mundo.

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Já durante o mês de março, o procurador Miller já orientava a concretização de um acordo de colaboração premiada entre os irmãos Batista e executivos da empresa, para com a Procuradoria-Geral da República, da qual o procurador fazia parte. As mensagens encontradas pela Policia Federal foram localizadas no celular de Wesley Batista, que havia sido apreendido, através da Operação Lama Asfáltica, deflagrada pela #Polícia Federal, em meados de maio deste ano.

Em uma das mensagens, um diálogo revela que Wesley teria sido convidado para participar de uma reunião em 28 de março, justamente na data em que os empresários goianos assinaram o termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República, de modo que pudessem se comprometer a dar início às tratativas do acordo de colaboração premiada. A Polícia Federal chegou a transcrever alguns trechos que relatam nos diálogos localizados no aplicativo WhatsApp, que demonstraria enfaticamente que haveria uma ciência por parte de pessoas do gabinete de Rodrigo Janot, em relação à atuação de Marcello Miller no acordo de delação da JBS.

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Num dos diálogos a procuradora Fernanda Tórtima afirma que os procuradores Eduardo Pelella, chefe de gabinete de Janot e Sérgio Bruno, que faz parte do grupo de trabalho da força-tarefa da Operação Lava Jato na PGR, teriam conhecimento de pelo menos uma viagem feita por Miller aos Estados Unidos para negociar um acordo de leniência da empresa dos irmãos Batista.

PGR contesta revelações

A PGR afirmou em nota que não procedem as informações e que não teria conhecimento do relatório da Polícia Federal. Já o procurador Marcello Miller se defendeu dizendo que repudia, de modo veemente, as insinuações e ilações feitas, baseadas em conteúdo de gravações e mensagens divulgadas por meio da imprensa. #Operação Lava Jato