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Pouco após a divulgação de um inquérito da #Polícia Federal (PF) que aponta indícios de que o presidente #Michel Temer (PMDB) era o chefe de uma organização criminosa formada por integrantes do PMDB na Câmara, o Planalto emitiu uma nota reagindo às acusações e atacando os responsáveis pela investigação.

Divulgada nesta terça-feira, dia 12, a nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirma que “facínoras roubam do país a verdade” e diz que “bandidos constroem versões” para “assegurar a impunidade ou alcançar um perdão”.

Segundo as investigações da PF, Temer e outros integrantes do PMDB teriam se utilizado de suas posições e vantagens políticas para realizar “indicações em cargos estratégicos” e realizado negociações com “empresários beneficiados no esquema”, que, de acordo com o inquérito, teria usado o pretexto de “doações eleitorais” para repassar verbas aos integrantes do grupo.

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Na investigação, a PF também afirma que o grupo – batizado de “quadrilhão” – teria funções definidas, com Temer como principal articulador das ações, agindo no comando do esquema. O relatório também afirma que o presidente teria sido beneficiado com mais de R$ 30 milhões em propina.

Além de Temer, estão implicados no inquérito os atuais ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Frango (Secretaria-Geral da Presidência), bem como os ex-deputados atualmente detidos Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Henrique Alves. As informações foram veiculadas pelo jornal Folha de S. Paulo.

Na nota em defesa de Temer, o Planato também afirma que o “O Estado Democrático de Direito” busca “coibir a barbárie da punição sem provas” para “evitar toda forma de justiça”. Depois, diz que o Brasil “vem assistindo exatamente o contrário” nas últimas semanas.

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Na noite anterior, o Planato já havia divulgado uma nota rebatendo as investigações da PF e afirmando que Temer “não participou e nem participa de nenhuma quadrilha”.

As investigações contra Temer se intensificaram principalmente após as delações premiadas do empresário Joesley Batista, da JBS, e do doleiro Lúcio Funaro. Enquanto o primeiro realizou grampos com ligações com Temer, o doleiro afirmou à PF ter se encontrado com Temer ao menos três vezes para tratar do repasse de verbas de propina para o núcleo descrito como "quadrilhão do PMDB".

“Cada um quer derrubar o outro”, diz Temer após divulgação de inquérito

Logo após a divulgação da nota, Temer participou de um evento com entidades empresariais e sindicalistas no Palácio do Planalto. Sem se referir diretamente à nota divulgada pela Secretaria ou ao inquérito da PF, o presidente adotou um tom de defesa, afirmando que há no Brasil um clima de revanchismo político que não está surtindo efeito.

“Cada um quer derrubar o outro, cada um quer derrotar o outro, cada um quer encontrar um caminho para verificar como é que atrapalha o outro.

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E não conseguem”, disse, em declaração veiculada pelo jornal carioca O Globo.

Tentando mostrar otimismo, Temer afirmou que “o Brasil não para” e que os brasileiros são “maiores do que qualquer crise”. Para se desvincilhar do assunto, declarou que “a realidade é o crescimento do país”.

Presidente deve ser alvo de nova denúncia

Após o inquérito da PF ter sido entregue ao Superior Tribunal Federal (STF), o presidente Michel Temer pode ser alvo de uma nova denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Atuando em seus últimos dias como procurador-geral, Rodrigo Janot pode se despedir do cargo com novo ataque jurídico ao presidente, que conseguiu barrar a primeira denúncia através do apoio da Câmara, que após votação optou por não acatar as acusações contra Temer. #Lava Jato