Nesta última terça-feira, 5 de setembro, a #Polícia Federal iniciou a terceira fase da Operação "Cui Bono", a ação da Polícia foi batizada de "Tesouro Perdido". O que impressiona é a quantidade de dinheiro encontrado em um apartamento, que, segundo as investigações, é ligado ao ex-ministro do governo de Michel Temer, [VIDEO] Geddel Vieira Lima. A PF constatou que o imóvel é utilizado como "bunker" para armazenagem de dinheiro desviado pelo ex-ministro. A 10ª Vara Criminal de Brasília foi a responsável por colocar em ação esta operação.

Conforme a foto do artigo, que foi divulgado pela própria PF, todo o dinheiro será transportado para um banco e ficará mantido em um conta judicial.

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As outras duas fases da Operação "Cui Bono" ajudaram a polícia a encontrar o exato local de armazenamento dos bens, o endereço fica na cidade de Salvador, na Bahia.

As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) acusam o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-presidente da Câmara dos Deputados e atual presidiário, Eduardo Cunha, a liberarem verbas avaliadas em R$ 1,2 bilhão para empréstimos de empresas, e, em troca, eles recebiam propinas. Além disso, o ex-ministro de Temer também foi citado em delação premiada de Joesley Batista, dono da empresa JBS e na delação do operador do PMDB, Lúcio Funaro.

No dia 3 de julho deste ano, Geddel Vieira Lima foi pego pela Polícia Federal e acabou sendo preso. Logo em seguida, o ex-ministro conseguiu um habeas corpus e saiu do regime fechado, cumprindo sua pena em prisão domiciliar.

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A Operação "Cui Bono", que foi batizada com este nome devido ao seu significado em latim, que quer dizer: "A quem se beneficia?", investiga crimes de corrupção praticados dentro da Caixa Econômica Federal, no período de 2011 a 2013. Nesta época, Geddel era quem comandava a vice-presidência do grupo de Pessoa Jurídica do banco.

No período em que Geddel conseguiu habeas corpus para sair da prisão, houve muitas polêmicas, pois o ex-ministro saiu sem usar a tornozeleira eletrônica [VIDEO]. A decisão foi tomada pelo desembargador Ney Bello. Em seguida, o MPF entrou com um recurso na vara criminal de Brasília, tentando anular a decisão do desembargador, evidenciando que não foram levados em conta os processos nos quais Geddel é acusado, como por exemplo, a delação de Lúcio Funaro. Um outro crime sinalizado pelo MPF contra Geddel é que o ex-ministro tentou atuar interferindo no trabalho do Poder Judiciário. #Governo #Michel Temer