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Cerca de 15 dias atrás, o general Antonio Hamilton Mourão deu fortes declarações sobre uma possível intervenção militar no Brasil, caso os políticos corruptos não sejam afastados de seus cargos pelo Poder Judiciário.

Nesta segunda-feira (02), o juiz federal Sérgio Moro [VIDEO] participou de uma cerimônia de premiação e entrou no assunto sobre o que pensa da ditadura militar. Para o juiz, esse momento vivido na ditadura foi um erro na história do Brasil.

Após os 20 anos desse período tenebroso, os cidadãos conseguiram recuperar todos os seus direitos e liberdades democráticas. O juiz enalteceu o trabalho das Forças Armadas e disse que a instituição foi uma das responsáveis pela independência do país e integração territorial.

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De acordo com Moro, a melhor forma de responder contra os males democráticos é se aprofundar cada vez mais na democracia.

O magistrado disse que apesar de todas as liberdades adquiridas, nós, como povo, falhamos na prevenção contra os abusos do poder público para ganhos particulares. As coisas acabaram se tornando muito fáceis para os corruptos e criou-se uma corrupção sistêmica resultando em gravidades extremas para a sociedade.

Fim da Lava Jato

O juiz comentou que está muito próximo o fim da Operação #Lava Jato, já que todas as investigações de propinas que envolvem a Petrobras estão avançadas ou já foram processadas. Mesmo assim, o juiz deixou claro que ainda existem fatos relevantes para julgamentos em Curitiba.

Moro admitiu estar cansado após muitas investigações, mas que não pensa em deixar a 13° Vara da Justiça Federal.

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Conforme relatos do juiz, grande parte dos trabalhos já foram feitos no combate à corrupção [VIDEO], e as coisas agora, não dependem apenas de Curitiba.

Eleições

Questionado por um repórter sobre ele se candidatar ás eleições para a Presidência em 2018, o juiz negou a possibilidade de ser candidato. Para ele, todas as pesquisas que mostram ele concorrendo apenas estão perdendo tempo.

Moro ressaltou que possui uma carreira no Judiciário e pretende seguir com seus trabalhos normalmente.

Perguntado sobre a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas, Moro disse que para ele isso é indiferente, pois o que acontece fora de seu ambiente de trabalho não é de sua responsabilidade.

Moro também preferiu não responder sobre a questão da possível blindagem pela Câmara dos Deputados sobre a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

Moro afirmou que da mesma forma que não deu opinião durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, também não falará sobre Temer. #SérgioMoro #ForçasArmadas