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O #Complexo da Papuda, localizado em Brasília, foi palco de um escândalo envolvendo o ex-ministro do governo de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, o operador Lúcio Funaro e o ex-executivo da empresa JBS, Ricardo Saud. Os três estão presos no mesmo presídio, o que causou alvoroço, ameaças e xingamentos. Segundo informações de testemunhas, Lúcio Funaro estava em seu banho de sol e quando teve que voltar para sua cela, saiu aos gritos, dando ameaças a Ricardo Saud. O operador disse que iria matar Saud. O ex-executivo da JBS foi o responsável por entregar Funaro em delação premiada para o Ministério Público Federal (MPF).

Aproveitando o momento de ameaça a Ricardo Saud, o ex-ministro Geddel também resolveu dar seu parecer e se envolveu na briga, dizendo que também queria matar Saud.

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Em seguida, o ex-executivo da JBS revidou Geddel, mandando um grito: "Cala a boca, seu gordo".

Os advogados dos detentos [VIDEO] fazem de tudo para que os três não se encontrem em nenhum momento na Papuda, e o horário do banho de sol não é o mesmo para evitar que "ninguém mate ninguém". O advogado de Ricardo Saud disse que não iria comentar sobre esse caso de ameaça e os advogados dos outros dois detentos nem foram encontrados para dar esclarecimentos.

Ricardo Saud xinga presidente Michel Temer

O ex-executivo da JBS reclamou da forma como Temer tratou a JBS antes de ocorrerem as delações premiadas para o MPF. O descontentamento foi o fato de que com o governo do Partido dos Trabalhadores (PT), o grupo empresarial JBS ter conseguido empréstimos avaliados em R$ 8 bilhões através do BNDES.

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As informações foram divulgadas através da descoberta de uma ligação com Frederico Pacheco, primo do senador Aécio Neves.

No entanto, Saud ainda contou que Joesley Batista, dono da JBS, não queria mais a Dilma Rousseff assumindo o Brasil, e desejava que Aécio Neves ganhasse as eleições presidenciais de 2014. Acontece é que como uma "virada" na política brasileira, Dilma acabou sofrendo o processo de impeachment e ninguém esperava que Michel Temer [VIDEO] assumisse a presidência. Ricardo Saud foi enfático sobre Temer: "É um f.d.p".

Na conversa, foi tratado sobre como funcionavam os processos de corrupção e o ex-executivo explicou que os responsáveis por entregar a propina nunca eram as mesmas pessoas, as trocas eram para dar mais "segurança" até a chegada do dinheiro ilícito aos políticos. Em uma das falas foi citado que Joesley Batista "deu sorte" com a Polícia Federal, pois por três vezes ele não foi encontrado em sua casa para ser preso. #ameaças em presídio