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O delegado da #Polícia Civil da cidade de Paulínia (interior de São Paulo), Rodrigo Galazzo, que realizou a busca e apreensão na casa do filho adotivo do ex-presidente #Lula, Marcos Cláudio Lula da Silva, acabou se envolvendo em uma grande polêmica e, além de receber vários esculachos vindos de jornalistas e de políticos, acabou sendo afastado do cargo.

Segundo a versão da polícia, a ação foi deflagrada porque haviam recebido uma denúncia anônima de que havia drogas, armas e outros objetos ligados ao crimes na casa. No último dia 10, a juíza Marta Brandão Pistelli autorizou as buscas, porém não foi encontrado nenhum entorpecente ou arma na residência, mas, mesmo assim, os agentes da polícia recolheram computadores mídias e documentos pessoais de Marcos Cláudio

Ação duplamente questionável

Tão logo o assunto veio a público, alguns jornalistas e políticos criticaram de maneira veemente a ação do delegado e da Justiça.

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A senadora Gleisi Hoffmann (#PT-PR) fez um duro discurso no Senado ontem e afirmou que o que ocorreu em Paulínia é mais um episódio da perseguição política a Lula e a sua família. “Tivemos um caso que é inexplicável à luz da Justiça do devido processo legal (...). Essa ação já começa ilegal com a autorização de uma juíza para fazer a busca e apreensão. Como pode uma suposta denúncia anônima (...) dar origem a uma busca e apreensão, como pode? (...) Nós não vamos ter limite nesse perseguição ao presidente Lula? Isso já está passando de qualquer situação suportável (...) Maria Letícia não suportou, morreu. Vão (fazer) o que agora? Matar o Lula? Matar um filho do Lula?”

A senadora também questionou o porquê de levarem computadores mídias e documentos pessoais, sendo que a busca e apreensão era para buscar armas e drogas.

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“Queriam cinco minutos de fama”

Assim como a petista Gleise Hoffman, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) também desconfiou que não haja uma denúncia anônima como fora alegado. “Foi simplesmente uma armação para o constrangimento do rapaz (...) Não tem o menor sentido essa ação policial, esse anonimato não existe, uma armação de algumas figuras que queriam cinco minutos de notoriedade na mídia. É mais um crime!"

Foi um ato de pura idiotice

O jornalista e ancora do Jornal da Band, Rciardo Boechat criticou a busca e apreensão feita na casa do filho de Lula de de maneira virulenta. “A única coisa que não se pode fazer fora do jogo político [VIDEO] é inventar situações que possam ser aproveitadas por uma parte ou por outra (...) Mandar fazer uma batida na casa de qualquer pessoa, a partir de uma denúncia anônima, sem nenhum elemento, sem nenhum dado consistente, para chegar lá e recolher DVD, CD e livros, isso não faz nenhum sentido, exceto para quem quer turbinar a imagem de vítima do ex-presidente ou um idiota qualquer, pode ter sido um ato de pura idiotice."

Delegado é afastado

Após a péssima repercussão do caso, a Secretaria de Segurança Pública afastou o delegado Rodrigo Galazzo.